29 Febrero, 2008 02:12
Pálido ponto azul e o Tao Te Ching
Escrito por takahashi, Categorías [ Cultura e arte ][ (0) Comentario ] | [ (0) Retroenlaces ]
Na última aula de Wushu, durante uma conversa sobre a linha filosófica do Tao Te Ching, meu professor sugeriu que assistíssemos o filme O Pálido Ponto Azul, disponível no Youtube.
No final da conversa surgiram questionamentos sobre o princípio da não-ação (Wu Wei) que norteia o Tao Te Ching. Alguns se questionaram: um governo que se baseia no Tao Te Ching não faria nada para impedir o crime, a fome? Nosso professor disse que ouviu de outro professor que a não-ação pode ser entendida como ação mínima, que esse governo teria que fazer o estritamente necessário e nada mais.
Um aluno falou "mas olha o mundo que vivemos, só o mínimo não adianta" e a conversa foi parar nos pensamentos de Confúcio, que para muitos tem uma filosofia oposta ao Tao, mas se levarmos em consideração o ensinamento taoísta de que tudo tem dentro de si o germe de sua oposição Confúcio pode ser entendido como complementar ao Tao. Essa conversa me fez pensar em um ditado que diz: "O chinês é confuciano na sociedade, taoísta na individualidade e budista na hora de morrer"
Mas no final das contas, como disse o meu professor citando um provérbio do Tao Te Ching: "O Tao que pode ser dito não é o Tao Verdadeiro".
Aos que se interessam nessa reflexão recomendo que leiam o Tao Te Ching (disponível aqui) e vejam o filme.
Sinopse de O Pálido Ponto Azul:
Sagan disse que a famosa fotografia tirada da missão Apollo 8, mostrando a Terra acima da Lua, forçou os humanos a olharem a Terra como somente uma parte do universo. No espírito desta realização, Sagan pediu para que a Voyager tirasse uma fotografia da Terra do ponto favorável que se encontrava nos confins do Sistema Solar.





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