"Informação com credibilidade para ouvir a qualquer hora" é com esse slogan que o podcast do Estadão abre o direto da fonte com Sonia Racy . O título do programa é "Direto da Fonte - MST apresenta queda no número de militantes".
 
No podcast a "jornalista" alega, citando uma suposta fonte do INCRA, que o crescimento da economia brasileira está esvaziando o MST, pois a quantidade de empregos entre a população de baixa renda faz com que os pobres não encarem o MST como uma opção viável. Como comprovação dessa tese ela cita que o MST está sendo obrigado a convocar mulheres para as recentes manifestações. Demonstrando total desconhecimento do movimento social ela fala que as mulheres são recrutadas, principalmente, dentro da Via Campesina.
 
Evidentemente a "jornalista" esqueceu de verificar o que é a Via Campesina, se tivesse pesquisado ela saberia que o MST em si é a Via Campesina no Brasil. Não existe um movimento de base chamado Via Campesina, pois a Via é uma articulação de diversos movimentos camponeses do mundo inteiro. Falando na língua que esse povo entende: Via Campesina é só uma "marca" para demonstrar a aliança de diversos movimentos camponeses. Ou seja, as mulheres da Via Campesina às quais o MST teve que "apelar" são do próprio MST ou de seus movimentos irmãos, como o MAP, MAB e outros.
 
Outro elemento marcante nesse podcast é o desmerecimento para com as mulheres camponesas. A "jornalista" fala com um ranço machista que dá a entender que mulher não pode se manifestar, que lugar de mulher camponesa e sem-terra é na lona preta cuidando dos filhos. Se ela continuar seguindo a lógica desse podcast seu próximo programa falará que a situação do MST é tão desesperadora que estão convocando crianças para as manifestações, e usará a existência dos "sem-terrinhas" como prova do que tá falando, HAHAHAHAHA.

Pra garantir a segurança do trabalho comunitário alterei os nomes das pessoas e dos locais. de resto mantive o relato original que enviei pro coletivo sampa.
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18/04/07
 
Como todo mês de abril, o MST promove a jornada de luta pela reforma agrária, que também tem como objetivo lembrar o assassinato de 19 sem terras, por policiais militares, no chamado massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 17 de abril de 1996. Após o massacre, 17 de abril tornou-se o dia nacional de luta pela reforma agrária, sendo assumido também como dia mundial de luta da  Via Campesina, organização internacional dos movimentos camponeses.
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