29 Marzo, 2008 00:15
UMA VISÃO GERAL DA SITUAÇÃO TIBETANA DENTRO E FORA DO TIBETE
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("A colonial uprising" - 19/03/08 - The Economist) tradução da citação: Gus
A atual crise no Tibete tá servindo pra cair a máscara de muitas organizações de esquerda que se dizem democráticas. Defendem a liberdade do Iraque ao mesmo tempo que defendem a ocupação chinesa no Tibete. O recado que essas pessoas e organizações passam é claro: imperialismo americano é ruim, mas o chinês é bom, só isso, sem maiores explicações.
16/03/2008
Índia: McLeod Ganj (O quarteirão Tibetano em Dharamsala) está fervendo. Eu vivo a 200 metros do templo principal, o qual, nesses últimos dias, tem sido o maior foco para as protestos aqui. As ondas das emoções que variam de alegria, cantos e gritos de lamentos e "slogans", que podem ser ouvidos do meu quarto. Na rua em frente ao templo uns quarenta Tibetanos estão em greve de fome, esperamos, porém que não cheguem até a morte. Cem daqueles que planejavam marchar de Dharamsala a Lhasa, foram detidos antes que chegassem à fronteria do estado do Himachal Pradesh com o estado do Punjab. Eles estão sendo detidos por quatorze dias porque se recusam à assinar um papel no qual eles juram que abandonarão a marcha. Ontem - dia 16/03 - um grupo de duzentos sairam em marcha de Macleod Ganj para cercar a prisão onde seus companheiros estão detidos. Este grupo se transformou em uma multidão de mais de três mil dos Tibetanos que vivem aqui. E até hoje mesmo muitos outros estão dispostos a fazer o mesmo. Todas as lojas, restaurantes e tudo aquilo que diz respeitos aos Tibetanos estão fechadas. Em Delhi a poucos dias atrás uns cinqüenta protestantes também foram presos. Eu há pouco vim do templo onde a Sua Santidade o Dalai Lama deu uma entrevista coletiva - jornalistas da BBC, CNN, Alemanha, Japão e outros estavão presentes. Só aqueles jornalistas da imprensa puderam participar da coletiva. Tibete: Os chineses dizem que dez pessoas morreram. Mas a mídia noticiou uns trinta, a dois dias atrás. Ontem contavam oitenta corpos. Mas aqui as vozes que chegam dizem que são mais de cem. A tendência é só subir. O governo chinês pediu que os manifestantes se rendam antes da meia-noite de segunda-feira 17/03 - se eles desafiarem, ao invés do 'tratamento severo' receberão uma 'moderada' punição. Seríamos hipócritas em acreditar nisso. Os manifestantes sabem o que exatamente se espera. Mas não eles esperam render. Os chineses os bloquearam em um quarterão velho da cidade.
Ainda não é claro como começou a violência. Relatórios de Tibetanos em Lhasa, por celulares, dizem que as manifestações começaram pacificamente por alguns monjes mas foram reprimidas pelas forças chinesas com força brutal. Isto fez com que as manifestações aumentassem, envolvendo pessoas leigas e eventualmente algum Tibetano, lançando pedras e queimando edifícios etc. Quase todas as imagens e notícias vêm de Lhasa, com lojas quebradas e queimando. Todavia isto parece ser mais uma tentativa, chinesa de retratar os Tibetanos como agitadores e 'terroristas separadores.' O que as novas imagens das notícias não mostram é a sua ação severa. Relatórios nos chegam através de celulares dos Tibetanos na capital de Lhasa dizendo que grandes números de manifestantes ainda inconscientes devido a um tipo de gás lançado, foram levados nos caminhões dos exército para lugar ignorado. Outros relatórios contam de pessoas sendo mortas e seus corpos sendo jogados fora.
Embora a atenção da mídia esteja concentrada em Lhasa, os Tibetanos em todas as outras três regiões do Tibete (Utsang, Kham e Amdo), tambem fazem demonstrações com milhares de participantes em Tau, Kandze, Lithang, Labrang Tashikyil e Penpo. Em Amdo Ngawa até mesmo 12,000 pessoas se levantaram em demostração de protesto. Na Província de Gansu, os estudantes de uma universidade também se ergueram em manifestação. Em todos os lugares o exército chinês respondeu, a estas demonstrações pacíficas de forma brutal, matando um número de pessoas ainda não confirmado. Tudo isso são só relatórios, o que realmente está acontecendo nesse momento em Lhasa e nas outras províncias do Tibet é muito dificil de ser efetivamente constatado. O Dalai Lama e o Governo chinês: O governo chinês diz que as demonstrações foram "habilmente planejadas pelo Dalai e seu grupo exclusivo'. O Dalai Lama desmentiu tudo isso publicamente e temos toda razão para acreditar nele. Ele lamentou profundamente pelas perdas das vidas que estão ocorrendo não pode encorajar as ações que custem as vidas de outros seres. Por isso é inverossímil, dizer que as manifestações foram coordenadas por ele, como os Chineses estão proclamando. É muito mais plausível, e de acordo com aquilo que eu conheço dos Tibetanos, que eles tenham começado com demonstrações pacíficas espontâneas aproveitando essa oportunidade das Olimpíadas em Beijim, onde o mundo inteiro esta aí focalizado, para fazer a causa do Tibet se tornar em uma causa de interesse mundial, tais demonstraçoes ganharam impulso e geraram eventos semelhantes em outros lugares.
A intensidade que nós estamos vendo, é uma explosão de frustração retida por quase cinco décadas, um ressentimento por serem oprimidos por um regime que não dá liberdade de expressão, religião e cultura, e não o produto de um 'esquema do clã do Dalai.' Os Tibetanos se sentem entristecidos e com toda razão. As atrocidades que vem acontecendo a mais de 60 anos são muitas e variadas, não reveladas aos olhos do mundo. Entretanto aqui não é o lugar para entrar em detalhes. Embora seja verdade que o Dalai Lama tenha se recusado a pedir que parassem as manifestações, não foi porque ele desejasse causar algum dano aos Chineses ou encorajasse a violência. E sim por que nesses últimos dias ele recebeu telefonemas de Tibetanos suplicarando a ele que não lhes pedisse para suspender as suas manifestações.
Os Tibetanos querem exercitar os seus básicos direitos humanos de expressão. Durante anos o povo tibetano foi atormentado por um sentimento de inutilidade, de querer melhorar as condições na sua própria pátria sem o menor resultado. Agora, eles acham que têm uma oportunidade para fazer algo que poderia trazer a atenção do mundo à situação do Tibet. Qualquer que seja o resultado mesmo seja se unindo em uma marcha, a sensação de estar contribuindo pessoalmente com algo, dá esperança e coragem as pessoas. Considerando que não fazendo nada somos conduzidos à desesperança e a frustração. Se no caso o Dalai Lama pedisse aos tibetanos para pararem com as manifestações, eles se sentiriam devastados, porque eles o respeitam acima de qualquer outra coisa e não querem contradizer os seus desejos expressos. Mas os Tibetanos, e principalemente a nova geração, sente a necessidade de agir, e agir agora. Muitos Tibetanos me disseram, "Como eu não posso simplesmente fazer nada enquando meus irmãos e irmãs estão no Tibet arriscando as suas próprias vidas pela nossa pátria? Nós temos uma responsabilidade para os apoiar, não só em pensamento, mas também em palavra e ação."
As demonstrações começaram no dia 10 de Março que é o 49º aniversário da insurreição falhada contra o chinês após o qual a Sua Santidade fugiu do Tibete para a Índia. É uma data que trás emoções dolorosas para os Tibetanos. E eles sabem que o mundo está vendo a China na corrida até as Olimpíadas. Estes dois, o aniversário da rebelião e a chegada das Olimpíadas, proporcionaram às pessoas um catalisador. Por favor lembrem que o Tibetanos não são hipócritas. Embora não se poderia esperar tal reação de povo nômade e comerciante, eles são politicamente astutos. Eles tiveram que sobreviver sob um regime comunista. E ainda, considerando que em outro lugar tal astúcia combinada ao egoísmo poderia ter conduzido à colaboração. Ao contrário em geral, os Tibetanos resistiram à ideologia comunista chinesa e à sua propaganda. Eu atribuo isso à força de caráter e cultura desse povo. Embora quieto durante relativamente muito tempo, eles esperaram pacientemente o momento apropriado de agir. Esses são os fatos até onde se pode averiguar.
Quanto a minha opinião. Eu me senti devastada e com lágrimas nos olhos quando eu vi os primeiros relatórios na BBC. Enquanto os meus amigos (monges Tibetanos) asseguraram que o que nós estamos vendo era bom. Apesar de ser um erro e queimar as lojas fosse algo que eles não devessem ter feito... eles fizeram, e os outros notarão... Eles estão frustrados pelo jeito em que a Comunidade Mundial até hoje não fez nada mais para garantir a paz e liberdade pessoal no Tibet. Eles querem a expressão do mundo e seu apoio. Os Tibetanos acham(como eu também) que esta é uma hora crítica. O Dalai Lama tem 73 anos. Com as Olimpíadas em Beijing, o mundo pode ter alguma influência sobre China. Pode ser um tipo de idealismo (eu não direi ingenuidade) esperar que, por uma vez, o mundo coloque suas preocupações humanitárias e éticas à frente do lado econômico. Se não agora, então quando?
Eu não espero que a situação possa ser resolvida logo. Haverão incidentes relacionados às Olimpíadas. As Olimpíadas devem prosseguir, porque o mundo estará lá para testemunhar. Embora possa aparecer firme, O governo chinês, é frágil por essa razão que é obrigado a usar meios brutais e medo. Eles não têm nenhuma consideração pelos sentimentos e mentes das pessoas. O que aconteceu na Europa oriental é ligado ao que eventualmente pode acontecer na China. Ou seja, eu não estou predizendo a queda iminente do regime comunista chinês. Eu só pretendo insinuar que essa agitação é difundida e sentida profundamente. Não só no Tibet mas através de toda China. Vamos esperar que estas manifestações tragam frutos positivos, sejam para os Tibetanos, para os Chineses e para o mundo. Eu peço a vocês que leiam, assistam ou escutem o que a Sua Santidade o Dalai Lama diz. Ele é prático, sábio e acima de tudo compassivo. Ele não é nenhum estadista ordinário e a resposta dele seguramente será um testamento da originalidade do seu pensamento. Beatriz Bispo_ Dharamsala, India
14 Enero, 2008 13:30
Apelo de voluntário do Indymedia Kenya
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O Kenya passa por uma crise política e humanitária após o resultado fraudado das suas ultimas eleições presidenciais. É incrível como isso está acontecendo da noite para o dia, no país que foi sede do ultimo FSM em 2007. Pelo visto as análises de conjuntura do FSM não previram essa catástrofe no seu último país sede.
O texto abaixo é um email de um voluntário do Indymedia Kenya pedindo ajuda e relatando como está a situação do país. Pra quem quiser entrar em contatos entre no site do Indymedia Kenya e se disponibilize nas formas especificadas na mensagem.
Boa leitura
Resposta do Quênia pós eleições: o poder do povo e soluções
Informações de Nairobi cinco dias depois das eleições presidenciais, o que podemos fazer para ajudar. Por John Bwakali
Queridos companheiros do indymedia,
Há
cinco dias, no dia 27 de Dezembro, eu fiquei numa fila por seis horas,
- das 5h30 às 11h30 da manhã, esperando a minha vez para votar nas
eleições presidenciais, parlamentares e cívicas do meu pais, o Kenya.
Durante a contagem de votos naquela noite, Raila Odinga, o líder da
oposição, disparou nas contagens, com uma diferença quase inalcançável.
Num certo momento, ganhaa por quase um milhão de votos. Mas de alguma
forma, Mwai Kibaki, o atual presidente, conseguiu vencer numa disputa
apertada. Eu posso viver com isso. Mas não posso viver com o fato de
que nos últimos três dias 200 kenyanos perderam suas vidas por causa
dos resultados dessa eleição.
Quando a tensão começou a
crescer precisei mudar para a casa do meu irmão porque vivo num bairro
dominado pelos Kikuyu, a maior tribo do Quênia e também a tribo de
origem do presidente Mwai Libaki. Tragicamente os Kikuyus de todas as
partes do país estão sendo culpados pelo povo enfurecido e também
começaram a retaliar.
Depois de dois dias num certo tipo de
prisão domiciliar, era extremamente importante que eu saísse da casa.
Mas quando tentei fazê-lo, não consegui atravessar um bloqueio de mais
de 50 pessoas sentadas no acostamento numa atmosfera tensa e agitada.
Mas eu tive que continuar pois precisava ligar para uma amiga na cidade
de Eldoret. Ela é da comunidade Kikuyu enquanto a maioria de seus
vizinhos são da comunidade Kalenjin. Por motivos alheios a sua vontade,
o presidente é da mesma comunidade que ela. E por sua própria culpa, o
presidente enfureceu a comunidade Kalenjin e outras trinta e oito
comunidades. Mesmo os resultados supostamente oficiais das eleições
mostram que ele só vencia em duas das oito províncias.
Consequentemente, membros de todas as outras comunidades sentem que o
presidente os roubou. Infelizmente, estão descontando nos membros
inocentes das três comunidades que votaram majoritariamente pelo
presidente: Kikuyu, Embu e Meru. Isto está se tornando um ping-pong de
violência na medida em que os membros dessas três comunidades também
estão começando a atacar.
Eu culpo as pessoas que financiaram
e foram condescendentes com a manipulação dessas eleições. Embora eu
saiba que a maioria dos perdedores culpa a manipulação por suas perdas,
essas acusações de fraude em particular não são meras especulações.
Samuel Kivuitu, o presidente da Comissão Eleitoral do Quênia já admitiu
ter anunciado os resultados sob pressão vinda do partido da Unidade
Nacional, o partido do presidente. Ele também admitiu que houve
irregularidades que resultaram em longos atrasos no anúncio dos
resultados vindos de quarenta oito dos distritos eleitorais.
Observadores locais e internacionais relataram explicitamente que
apesar do processo de votação em si ter ocorrido sem falhas, a contagem
dos votos foi cheia delas. Raila Odinga se recusou a aceitar esses
resultados. Milhões de quenianos recusaram-se a aceitar esses
resultados. Os negócios pararam em todo o páis e as coisas não estão
normais. Vidas foram perdidas e a vida não pode continuar assim.
O
Quênia está agora em estado de pânico. Ainda ontem, quando o resto do
mundo estava celebrando o ano novo, trinta mulheres e crianças foram
queimadas vivas em uma igreja na qual procuravam abrigo. Elas morreram
porque alguém achou certo manipular o processo eleitoral e outro alguém
achou certo facilitar ou ser condescendente com essa manipulação. Elas
morreram porque não houve um esforço acordado no alto escalão para
apagar o fogo que agora consome as estradas, ruas e aldeias dessa
grande nação. Elas morreram porque a intolerância subjetiva das massas
nasceu de uma massiva decepção política.
Eu considero todas as
pessoas mencionadas anteriormente responsáveis por essas mortes e
quaisquer outras mortes que possam resultar desta situação trágica. O
sangue destes companheiros quenianos suja principalmente as mãos dos
políticos, que pisaram nos direitos eleitorais fundamentais dos
quenianos. Esse sangue inocente também suja as mãos culpadas daqueles
cujos atos de violência resultam em irreversíveis golpes mortais.
Nenhuma injustiça, não importa o quão hedionda, justifica o assassinato
de inocentes. Como aprendemos com o genocídio de Ruanda, esse sangue
estará também nas mãos de todos aqueles que fecharem os olhos para este
conflito em ebulição. É por isso que não podemos e não devemos fechar
os olhos para esta violência e outras situações violentas em todo o
mundo.
Mas, o que você e eu podemos fazer para parar esse fogo
de violência e ódio que esta acabando com a vida de varios quenianos
inocentes?
1. * Passe essa informacao adiante: Mande essa
mensagem para os seus locais de encontro e estações de rádio. Quanto
mais pessoas estão informadas, mais possibilidades de mudança aparecem.
2. * Seja voluntário como web designer para o site do Midia
Independente do Quênia (Indymedia): * O site do Indymedia Kenya pode
servir como instrurmento de expressão rápida e informação precisa.
Precisamos publicar dezenas de historias de primeira mão que não são
veiculadas pela midia tradicional. Também precisamos publicar fotos,
audios e videos. Por isso, precisamos de webdesigners e programadores
voluntários que possam trabalhar nisso intensamente por um período de 2
- 3 meses até que um time do Indymedia Quênia consiga desenvolver
capacidade de design e programação. Como Indymedia Quênia, nos
precisamos agora comunicar para o mundo o que realmente está
acontecendo e um website dinâmico tornara isso possivel. Estamos
trabalhando junto com um movimento nacional conhecido como Million
Youth Action para entrar em contato com pessoas de todo o país,
principalmente nas áreas mais afetadas do oeste do Quênia e Rift
Valley, de forma que, por sua vez, possam partilhar as suas histórias.
Dessa forma, as estatísticas deixarão de ser números frios e terãp um
carácter mais pessoal e humano.
3. * Hospedar o site do Midia
Independente Kenya: * Para possbilitar o download de videos, imagens e
audios desse conflito, o site precisa ter espaço suficiente. Nós
gostaríamos de usar este espaço no site para acompanhar todos os
quenianos que estão perdendo suas vidas, sendo feridos, roubados e
desalojados nesta violência pós-eleitoral violento. Gostaríamos também
de acompanhar aqueles que estão instigando, cometendo e condescendendo
com esta violência. Ainda mais importante, nós gostaríamos de saber
quem são as vítimas desta violência, para que possamos chegar a elas
uma forma ou de outra, como pudermos.
4. * Comunicação por
telefone móvel: * A única maneira que as pessoas mais ameaçadas têm
para se comunicar é através de telefones celulares. Gostaríamos de
distribuir créditos de celular para tantas pessoas quanto possível, de
forma que possam comunicar sobre o que aconteceu, o que está
acontecendo e o que está por acontecer. Como já foi mencionado, vamos
arquivar toda essa comunicação no website e fazê-las chegar às
autoridades competentes. Um dólar paga quatro minutos de chamada. Esses
quatro minutos podem ser a diferença entre a vida e a morte.
5.
* Ajudar a tirar pessoas de zonas perigosas: * Essa violência atingiu
dimensões etnicas, o que significa que pessoas de certas comunidades
agora já não estão seguras em certos locais onde são minorias. Os bens
dessas pessoas estão sendo saqueados e destruídos. Pior ainda, as suas
vidas estão em grave perigo. Muitas delas não conseguem fugir já que os
meios públicos de transportes foram suspensos por causa da crescente
insegurança nas estradas. Nós queremos deslocar essas pessoas usando
todos os meios possíveis. Isso inclui caminhões de entrega de
alimentos, trens de carga, vans de entrega e quaisquer outros veículos
que possam se deslocar de um ponto a outro por qualquer razão.
6.
* Ajuda para alimentar pessoas desalojadas: * Estamos identificando e
continuamos a identificar famílias em Nairobi e outras partes do país
que podem temporariamente acolher pessoas desalojadas. Como este é um
movimento com ênfase nas soluções de bases, temos a intenção de acolher
temporariamente pessoas desalojadas com estas famílias. Estas famílias
agradecerão grandemente qualquer ajuda com alimentos que possamos lhes dar.
7.
* Missões diplomáticas: * Entre em contato com suas embaixadas do
Quênia e tente saber o que estão fazendo a respeito da situação
calamitosa do Quênia. Dê a eles os nossos contatos e encaminhe este
artigo para eles. Embaixadas podem fazer mais do que emitir declarações
para que as pessoas "mantenahm a paz", como se já não soubessem disso!
8.
* Ajude uma criança: * Mais de 75.000 quenianos estão desalojados. A
maioria deles são mulheres e crianças. É uma tragédia quando crianças
pequenas encontram-se em tal confusão. Não existe nenhuma fórmula
perfeita para ajudar estes inocentes. É nossa intenção levar a eles
brinquedos, roupas, chocolates, bebidas, livros e mais coisas que
possam animá-los. Vamos focar particularmente nas crianças que foram
desalojadas e aquelas cujos pais morreram neste conflito.
9. * Reze: * Para aqueles de vocês que, tipo, acreditam em Deus, faça uma oração para que a paz prevaleça no Quênia.
10.
* Compartilhe suas ideias: * Será de grande ajuda se você compartilhar
quaisquer idéias concretas que você tenha. A maioria dos políticos
estão apenas dizendo aos quenianos para manter a paz e realmente não
tomam quaisquer ações concretas para resolver esta situação. Pessoas
com poder e soluções vindas do povo podem fazer uma GRANDE diferença.
Você pode fazer qualquer uma das coisas acima doando as coisas
mencionadas ou aquilo que considere correspondente em dinheiro.
Siga seu coração e obrigado por suas idéias.
Cheers,
John
08 Enero, 2008 22:36
Um paraíso de mercenários
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Artigo retirado do site "Mudar de Vida".
Um paraíso de mercenários
João Bernardo - Quarta-feira, 2 Janeiro, 2008
O arquipélago de Fiji fica situado no Oceano Pacífico, ao norte da Nova
Zelândia e a leste da Austrália. Pelas fotografias é um daqueles
paraísos das agências turísticas, areia branca, coqueiros, sereno mar
azul, montanhas verdes, senhoras com flores no cabelo e cavalheiros
atléticos.
Quando as autoridades britânicas abandonaram o arquipélago e o país se
tornou independente, em 1970, as forças militares montavam a cerca de
200 homens, mas a participação nas operações de paz − são assim
chamadas, não sou eu que lhes chamo − no Líbano e no Sinai implicaram
que em quinze anos os efectivos militares de Fiji aumentassem dez
vezes.
Desde
a independência, este país com menos de um milhão de habitantes já
enviou entre 20.000 e 25.000 homens para as missões militares da ONU.
Além disso, um bom número de antigos militares exerce funções em
algumas das empresas de mercenários que constituem hoje a segunda maior
força de ocupação no Iraque. E assim um exército que antes não tinha
qualquer expressão transformou-se na principal instituição do país.
Em 1987 ocorreram em Fiji dois golpes militares e em 2000 um esquadrão
de elite apoiou uma tentativa fracassada de golpe de Estado, mas desde
o final de 2006, após novo golpe, desta vez com êxito, o país tem
vivido sob um regime militar. E as ameaças da União Europeia de
decretar sanções económicas têm pouca eficácia quando se sabe que a
participação nas missões militares da ONU é uma importante fonte de
rendimentos, não só para o orçamento de Fiji mas também, o que neste
caso não é de desprezar, para os bolsos dos militares.
De onde concluo que operações de paz no estrangeiro podem converter-se em operações de guerra dentro de um país.
22 Diciembre, 2007 12:28
Índios Lakotas declaram sua independência dos EUA e buscam relações com Venezuela e Bolívia
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Os povos originários da Nação Lakota declararam sua independência dos Estados Unidos no dia 19 de dezembro de 2007. Os membros mais ilustres dessa nação indígena são Touro Sentado, Cavalo Louco e Leonard Peltier (preso político norte-americano há mais de 31 anos). O motivo apresentado pelos Lakotas é o reiterado descumprimento dos acordos firmados há mais de 150 anos entre o governo e seus ancestrais. Diante dessa situação os Lakotas decidiram romper esses acordos de forma unilateral, informando a decisão ao Departamento de Estado e iniciando relações diplomáticas com Venezuela, Bolívia, Chile e África do Sul.
11 Diciembre, 2007 11:46
Irã decidiu deixar de vender petróleo em dólares
Escrito por takahashi, Categorías [ Internacional ][ (1) Comentario ] | [ (0) Retroenlaces ]
Retirado do jornal português Mudar de Vida
Meu comentário: Há anos o Irã anunciava que tomaria essa medida, mas nunca colocava em prática. Creio que essa decisão só foi confirmada devido ao relatório da CIA que afirma que seu programa de armas nucleares está congelado. Dessa forma, os EUA não tem a grande desculpa para uma intervenção militar.
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O Irão decidiu deixar de vender o seu petróleo a troco de dólares
norte-americanos, passando a transaccioná-lo por outras divisas -
anunciou o ministro iraniano Davoud Danesh-Jafari.
O dólar dos EUA é ainda a principal moeda para as transacções
internacionais de petróleo - hegemonia essa mantida cada vez mais à
custa do poderio militar. Mas a continuada quebra de valor que tem
sofrido face ao euro (e mesmo em relação a outras moedas, como a
chinesa, a japonesa ou a russa) faz com que os países exportadores de
petróleo que recebem pagamentos em dólares percam dinheiro.
O Irão (quarto produtor mundial) propôs aos outros parceiros
exportadores que se diversificasse a venda de crude por outras moedas,
tendo tido, até agora, apenas o apoio da Venezuela. Mas é possível que
outros sigam atrás se a medida vingar.
Em 2002 o Iraque tomou a mesma decisão que os iranianos agora tomaram,
facto que acelerou os preparativos de invasão por parte dos EUA. Os
norte-americanos temem, ontem como hoje, perder influência nos mercados
se se verificar que decisões desta espécie produzem um efeito de dominó
em vários países - e a respeito não apenas do petróleo mas também de
outras trocas internacionais em que o dólar tem ainda grande peso.
Uma redução drástica do uso do dólar como moeda internacional poderia
significar um colapso da economia norte-americana, que é hoje, na
verdade, uma economia fraca, dependente em grande medida da
preponderância do dólar com meio de pagamento.
12 Octubre, 2007 15:10
Acampamento sem fronteiras (Um relato)
Escrito por takahashi, Categorías [ Internacional ][ (0) Comentario ] | [ (0) Retroenlaces ]
Publico aqui um relato do meu amigo Alessandro sobre o No Border Camp da Inglaterra.
Boa leitura
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No Borders Camp. Foram 5 dias de acampamento. Para uns outros foram 10. Estar acompanhando e colaborando com o acamapamento realizado entre os dias 19 e 24 de setembro, realizado proximo ao aeroporto de Gatwick, Inglaterra, foi de fato antes de mais nada bastante inspirador. Nesse local esta em fase de acabamento um novo centro de detencao de imigrantes. Mesmo o governo ja tendo anunciado a possivel data de inicio de funcionamento desse centro, centenas de pessoas nao aceitam o fato da crescente politica europeia de criminalizacao dos imigrantes.
Pessoas
vindas de todas as partes da Inglaterra, mas tambem da Alemanha,
Franca, Espanha, Mexico, Holanda, Brasil, , Portugal, Zimbabuwe,
Australia, Palestina, Italia, Escocia, Irlanda, Pais Basco, Dinamarca e
Finlandia estavam presentes. Estive por la dois dias antes de comecar o
acampamento e pude me familiarizar bastante com o jeito ingles de
organizar encontros dessa natureza.
Primeiro creio ser interessante
esclarecer que apesar do acampamento chamar No Borders, seus
organizadores fazem parte de uma rede ja existente na Europa que vem a
mais de 5 anos lutando contra politicas segregacinistas e xenofobicas.
Reivindicam principalmente a libertacao de todos os imigrantes presos
em varios centros de detencao pela Europa, mas tambem a livre
circulacao de pessoas. “Ninguem eh ilegal” eh o que dizem a todo
momento. Essas pessoas entendem a responsabilidade historica dos paises
ricos da Europa para com a miseria e desiqualdade social e economica
dos paises mais pobres, particularmente Africa. Acreditam que todos
aqueles que chegam a Europa, seja por razoes economicas ou politicas,
merecem respeito e solidariedade, e nao o encarceramento que tem sido
praticado.
A Rede No Borders eh uma coalizazao de grupos menores que
sao autogestionados, horizontais e autonomos. As decisoes sao tomados
por consenso e em assembleias. Nao ha nenhuma forma de hierarquia, seja
entre os grupos ou os individuos presentes. Todo o acampamento foi
feito depois de diferentes divisoes de tarefas, decididas
principalmente nos ultimos 3 meses. As assembleias que precederam o dia
19 tinahm em torno de 70 pessoas, depois esse numero passou para 150 e
ouveram dias que tinham em torno de 250.
Mas sera que a coisa funciona mesmo? Participei praticamente de todas as assembleias e posso afirmar que sim. Assembleias diarias foram feitas para organizar o espaco, garantindo o melhor modo possivel para se ter comida, higiene, seguranca, organizacao das oficinas, e aquilo mais que fosse necessario. Uma coisa que me chamou muita a atencao nas assembleias era a paciencia e a educacao para cada um poder se expressar. Eu ficava lembrando de varias assembleias que perticipei no Brasil e ria comigo mesmo: sempre um caos e um quebra-pau enorme, mas a coisa acabava acontecendo tambem. Jeitos distintos de se fazer a mesma coisa.
Talvez
por sermos tao parecidos e diferentes ao mesmo tempo isso funcione um
pouco mais tranquilo, mas claro que haviam desentendimentos e as vezes
provocacoes. Isso tambem era trabalhado pacientemente. Eram tantos
sotaques e idiomas que as vezes ficava dificil entender o que cada um
tentava realmente comunicar. Porem nunca impossivel. Cozinhei com
ingleses, irlandeses, escoceses e espanhois e acho que ate que nos
saimos bem. Fiz a seguranca do acampamento com alemaes e italianos.
Carreguei lenha para o fogo com africanos. Dancei com australianos e
bebi com pessoas que nem tenho ideia de onde eram. Sim, as pessoas
tambem se divertiram. Ja dizia Emma Goldman: “se eu nao puder dancar
nessa revolucao, essa nao sera minha revolucao!”
Havia uma
programacao extensa de atividades. Dentro do acampamento houveram
oficinas sobre solidariedade ao povo de Oaxaca no Mexico e Palestina.
Solidariedade com os imigrantes presos em varios lugares da Europa,
principalmente na Inglaterra, Franca e Holanda. Muitas exibicoes de
filmes ativistas, principalmente de acoes direitas contra centros de
detencao (o melhor que pude assitir foi de uma acao que os holandeses
fizeram em uma barco-prisao. Ocuparam o barco por um dia inteiro e
fizeram ate uma rave dentro!).
Tambem participei de uma oficina muito interessante sobre apoio psicologico decorrente de traumas causados por alguma acao politica. Eram duas inglesas falando de diversas experiencias com pessoas torturadas em delegacias e prisoes, assim como manifestantes que foram duramente reprimidos em marchas de protesto. Tambem pude participar de uma reuniao dos Anarquistas contra o Muro. Saber como anda a atuacao de anarquistas contra o muro de Israel na Palestina. Tambem houveram muitas reunioes para se fortalecer acoes anti-deportacoes.
Na Belgica e na Alemanha existem boas experiencias de grupos que construiram nos campos e nas florestas espacos para abrigar refugiados. Isso eh muito curioso. A politica adotada por quase todos os paises europeus com relacao aos refugiados que pedem asilo por aqui, tem sido de mesmo impacto que com os imigrantes que chegam sem “papeis”. Geralmente sao encaminhados para algum centro que o governo chama hipocritamente de abrigo e essas pessoas perdem completamente sua liberdade. Sao prisoes que nao permitem que esses refrugiados saiam em hipotese alguma. Cada processo eh avaliado individualmente para julgar se esse pessoa realmente temnecessidade de asilo politico.
Dependendo do pais, como por exemplo no caso da Filandia, a pessoa depois de “liberada” recebe um visto de um ano para permanecer la, mas nao pode trabalhar, estudar ou mesmo contar com servicos de saude. Ela fica obrigada a permanecer em um tipo de albergue e somente ali pode receber alguma ajuda com comida e saude basica. Conehci experiencias que falavam de ocupacoes para refugiados e ate mesmo pessoas que abriam as portas de suas casas para abrigar algumas dessas pessoas.
O
acampamento tambem visava ser um ponto de referencia para as acoes que
estavam sendo planejadas para os dias 21 e 22. No dia 21
aproximadamente 200 pessoas foram ate a cidade de Crawley (30km do
acampamento) onde ficam dois centros de detencao de imigrantes e
refugiados. O ato era pacifico e buscava mostrar para as pessoas
detidas nesses predios que havia solidariedade e resistencia. Uma
comissao foi formada para visita-los e entregar um documento para as
autoridades inglesas reinvidicando a liberdade de todos imediatamente.
Havia um forte aparato policial e como nao podia deixar de ser, muita
provocacao por parte do braco armado do Estado. 5 pessoas acabaram
presas, mas foram liberadas em 24h. O ato durou aproximadamente 4
horas. Depois vontamos para o acampamento para continuar com a
organizacao do ato do dia 22, que era o ato com maior enfase.
No dia seguinte eram pouco mais de 500 pessoas. Muitos foram de trem, onibus e mesmo de bicicleta. A concentracao teve inicio por volta de meio dia nos jardins do shopping center que da acesso a aerea do aeroporto. O caminho tinha aproximadamente 6 km ate a frente do centro de detencao. Uma batucada animava os manifestantes e as pessoas ficavam se perguntando o que estava acontecendo ali. Incrivel como as opinioes se dividiam. Muitos aplaudiam e diziam realmente ser um absurdo o que o governo estava fazendo. Mas existiam outros que xingavam e gritavam palavras bem racistas.
A policia caminhava praticamente dentro da manifestacao e de tempos em tempos usavam de algum argumento absurdo para tentar prender alguem. Isso nao acontecia com facilidade por que os grupos de afinidade e outras pessoas tambem partiam para cima dos policiais tentando forca-los a soltar o manifestante. Quando chegamos em frente onde sera o centro de detencao alguns discursos foram feitos. Muitas pessoas da Africa e Iraque tomam a palavra inicialmente. O microfone esta livre para quem quiser se pronunciar. Ficamos cerca de 1 hora parados e a manifestacao entao comecou a se dispersar. Faixas continuram erguidas e gritos de protesto ainda eram ouvidos quando voltamos para o acampamento depois de 6 horas de mobilizacao.
No fim
do dia existe bastante afinidade e apesar de tantos idimas diferencas,
ha um soh coracao. Na manha do domingo depois do cafe, aconteceu a
ultima assembleia do acampamento. Fico com a impressao de que tenha
sido positivo e enriquecedor para todos os envolvidos. Muito trabalho
ainda precisa ser feito e todos sabem que nao sera facil. Entretanto ha
uma certeza: que apesar de dificil, nao eh impossivel. Nao existe nada
que nao possa ser revertido, mudado e transformado. Em tempos passados
houveram epocas dificeis tambem, mas por nao desistirem eh que a
historia continuou a ser feita. Agora chegou nossa vez e nestes tempos
de sutil opressao e apatia, sao encontros como esses que nos alimentam
e nos inspiram.
3 dias mais foram necessarios para desmontar todas
as barracas, tapar todos os buracos e recolher toda sujeira. O mesmo
processo iniciado para a organizar o acampamento prosseguiu ate o
ultimo instante. Bom,digo ate logo para os novos amigos e parto com a
alegria de seguir em frente, sabendo que nao estou sozinho.
Para mais informacoes e fotos do acampamento e dos atos:
http://www.noborders.org.uk/
http://www.indymedia.org.uk/en/actions/2007/nobordercamp/
04 Octubre, 2007 13:00
FREE BURMA
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05 Septiembre, 2007 14:41
(Vídeo) Bem vindo à Coréia do Norte
Escrito por takahashi, Categorías [ Internacional ][ (2) Comentario ] | [ (0) Retroenlaces ]
Tempos atrás estava pesquisando sobre a situação atual da Coréia do Norte, e me aprofundei no estudo de uma aberração ideológica-pseudoespiritual criada pelos tiranos locais chamada Ideia Juche
A Idéia Juche é um segmento do marxismo-leninista-estalinista e também a ideologia oficial de estado da República Popular(?) Democrática(?!) da Coréia do Norte. O nome, em Coreano, significa "auto-estima". O ideólogo do Juche foi o fundador da Coréia do Norte, Kim IL Sung. Fiquei surpreso com o tipo de "ideologia" que o Juche promove, e com o fato dele ser divulgado constantemente em todos os aspectos da vida de um norte-coreano. O Juche nada mais é que uma seita de controle mental, que chega ao absurdo de reescrever o calendário do país tendo o nascimento de Kim Il Sung como o prmeiro ano da "Era Juche".
Lendas absurdas como o nascimento de Kim Jong Il, filho de Kim Il Sung, ter sido anunciado por um pássaro falante que declarou que ele seria o futuro líder planetário são constantes na cosmologia da Idéia Juche.
Após essa pesquisa conversei com um colega do CMI Brasil que me apresentou o documentário "Welcome to North Korea" (Bem vindo à Coréia do Norte), dirigido e produzido por Peter Tetteroo e Raymond Feddema. "Bem vindo à Coréia do Norte" recebeu o prêmio de melhor documentário no International Emmy award de 2001.
O documentário retrata a grotesca realidade desse país estalinista, aonde as pessoas sofrem lavagem cerebral a todo momento, aonde o povo não têm o que comer, mas mesmo assim o governo mantém um ambicioso programa nuclear. O documentário é angustiante, dá a impressão de estar assistindo um filme de ficção científica que retrata uma sociedade pós-apocalipse nuclear. As ruas desertas, as imagens proibidas de pessoas comendo cascas de árvores pra matar a fome e a pregação ideológica oficial, formam uma combinação que revolta qualquer pessoa com um mínimo de senso crítico.
Pior que a existência de um regime como a Coréia do Norte é a vista grossa que boa parte da esquerda, principalmente a institucional-partidária de viés marxista, faz desse regime fascista disfarçado de socialista. Já vi revista do PCdoB e jornalzinho de esquerda falando que o regime norte-coreano é democrático e legítimo. Aos "socialistas" que defendem o regime norte-coreano, alegando que o mesmo é uma democracia, façam-me um favor: parem de insultar minha inteligência!!! Espero que os amantes da liberdade sejam fortes o suficientes para impedir que desvios genocidas como a Coréia do Norte se repitam na história da humanidade. Boa sorte ao povo da Coréia do Norte, e que encontre um fim pra esse pesadelo chamado Juche.
(Vídeo) Bem vindo à Coréia do Norte
03 Mayo, 2007 21:18
Copenhague, contracultura e repressão
Escrito por takahashi, Categorías [ Internacional ][ (0) Comentario ] | [ (0) Retroenlaces ]
A desocupação violenta da Casa da Juventude Ungdomshuset, em março, foi
marcada por uma articulação incomum das polícias européias. Terá sido um
ensaio sobre como conter os movimentos sociais e o altermundialismo no
continente?
René Vásquez Díaz
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