29 Abril, 2008 05:15
Kung Fu 2003
Escrito por takahashi, Categorías [ Imperialismo / Império ][ (0) Comentario ] | [ (0) Retroenlaces ]
Pequeno documentário cubano que explica o imperialismo através do Kung Fu. Me lembrou muito o Ilha das Flores.
25 Febrero, 2008 09:59
O sucesso da Blackwater
Escrito por takahashi, Categorías [ Imperialismo / Império ][ (0) Comentario ] | [ (0) Retroenlaces ]
Com a série de crimes, acusações e investigações protegidas pela administração Bush, seria normal que a “contratada de segurança” Blackwater sofresse com a sua imagem corporativa. Entretanto, muito pelo contrário, o que ficou claro é que a principal empresa de mercenários no Iraque cumpriu perfeitamente o seu trabalho, conforme o designado pelo governo dos Estados Unidos. Com novo nome e nova logomarca, a milícia está pronta para novos desafios.A Blackwater emprega a maioria dos mais de 18 mil mercenários que agem ao lado das forças de ocupação no Iraque, contratados para “fazer o trabalho sujo” no país. Devido à sua imunidade legal, os mercenários cumprem as missões criminosas, como execuções de suspeitos e explodir alvos controversos – como a mesquita xiita de Samarra, que deu início à “guerra sectária”. De acordo com fontes iraquianas, muitos dos tiroteios em áreas civis, sunitas e xiitas, foram iniciados pela própria Blackwater. Antes do fim de 2007, a empresa teve seu contrato renovado com a administração Bush, ao assinar novos contratos federais.
Com a renovação do contrato, veio também a renovação da empresa. A Blackwater USA (como era o nome original) se transformou em Blackwater Worldwide, mudança que marca o sucesso corporativo do negócio. A ameaçadora logomarca original – uma pata de urso estilizada com uma mira de arma sobreposta – se transformou em uma pata de urso menos agressiva dentro de dois semi-ovais vermelhos, revelando a idéia de um globo terrestre, como o novo nome apresenta – Worldwide –, que se assemelha ao da logomarca da ONU. Ironicamente, em seu novo website, a empresa se classifica como “guiada por integridade, inovação e um desejo de um mundo mais seguro”.
Como o novo nome e logo indicam, a Blackwater não mais apenas tem a intenção de “proteger os Estados Unidos”, mas também todo o mundo. Entre os novos projetos federais da empresa estão a criação de uma subempresa intitulada Greystone, registrada em Barbados, que oferece, em suas próprias palavras, “pessoal dos melhores exércitos de todo o mundo”; a Prince’s Total Intelligence Solutions, dirigida por 3 veteranos da CIA, que oferece serviços como os realizados pela CIA para corporações e governos; um serviço de aviação da Blackwater, que conta hoje com mais de 40 aeronaves, destinado a operações de pouso em locais de difícil acesso (recentemente, o Brasil vendeu meia dúzia de Embraer EMB-314 Super Tucanos à Blackwater). Como ficou claro, a empresa de mercenários se consolidou como parte do governo estadunidense – o seu braço paramilitar.
Segundo o mais recente relatório oficial do governo estadunidense sobre a Blackwater, “a empresa de serviços de segurança esteve envolvida em pelo menos 195 tiroteios no Iraque desde 2005”. Em cerca de 80% desses casos, “a Blackwater abriu fogo antes de ser atacada”. Apesar disso, não há qualquer acusação formal contra a empresa sobre nenhum desses casos. Ainda em 2004, o Pentágono ficou em uma posição delicada quando vídeos publicados pela Resistência Iraquiana mostraram quatro mercenários mortos (contratados pela Blackwater), após estarem infiltrados em bairros xiitas de Bagdá. Outros contratados pela empresa foram detidos por forças iraquianas quando realizavam “operações de risco” em áreas não cobertas pela Blackwater, sendo mais tarde libertados por pressão dos Estados Unidos.
O sucesso corporativo da Blackwater deixou claro que, na era da globalização, as guerras se tornaram apenas mais uma indústria a ser explorada. Os crimes e escândalos causados pela organização não impediu o seu progresso financeiro – pelo contrário, o contrato foi renovado com o Pentágono, como se tivessem passado no primeiro grande teste. Com a nova Blackwater, considerada a mais radical privatização na história dos Estados Unidos, em que mercenários se tornaram oficialmente parte do aparato de guerra do governo, abre-se um novo capítulo da política de guerra do país. Enquanto esse sistema não for derrubado, o mundo é o limite para a Blackwater Worldwide – e, como as mudanças mostram, eles sabem disso.
Por Humam al-Hamzah
Oriente Médio Vivo
www.orientemediovivo.com.br
22 Enero, 2008 13:13
A Esperança foi Renovada
Escrito por takahashi, Categorías [ Imperialismo / Império ][ (0) Comentario ] | [ (0) Retroenlaces ]

A Esperança foi Renovada
“ Soldados, marinheiros, integrantes da Força Aérea, Fuzileiros Navais, membros da Guarda Costeira e civis da Força Multinacional do Iraque: ao ensejo do encerramento de 2007, vocês devem olhar para trás, com orgulho do que foi alcançado em 2007, junto aos seus companheiros militares, aos nossos parceiros iraquianos e aos civis da Coalizão no Iraque.
Há um ano atrás, o Iraque estava tomado por uma terrível violência e à beira de uma guerra civil. Hoje, os níveis de violência, bem como as baixas entre civis e militares foram significativamente reduzidas, e a esperança foi renovada em muitas comunidades iraquianas. Com certeza, o progresso é reversível e ainda há muito mais por fazer. Não obstante, os objetivos duramente alcançados em 2007 foram substanciais e eu desejo agradecer-lhes, individualmente, pelas suas contribuições a cada um deles.
Em resposta aos desafios que o Iraque enfrentou há um ano atrás, nós e nossos parceiros iraquianos, adotamos uma nova postura. Nós incrementamos nosso foco na segurança do povo iraquiano e, em alguns casos, retardamos a transição de tarefas às forças de segurança iraquianas. Forças adicionais norte-americanas e oriundas da Geórgia foram desdobradas no teatro, os rodízios das unidades norte-americanas foram estendidos, e as forças iraquianas implementaram um aumento de efetivo gerando um acréscimo de mais de 100 000 policiais e soldados iraquianos durante todo o ano, de modo que pudessem, também eles, dispor de novas forças para a execução dessa nova postura. Em locais como Ramadi, Baqubah, Arab Jabour, e Baghdad , vocês e nossos irmãos em armas iraquianos, lutamos, muitas vezes, casa a casa, quarteirão por quarteirão, e bairro a bairro, para eliminar santuários da Al Qaeda iraquiana, neutralizar elementos de milícias extremistas, e tornar as ruas livres de criminosos de diferentes matizes. Tendo estabelecido postos de segurança nas diferentes áreas, a fim de mantê-las, vocês trabalharam em conjunto com os iraquianos, desenvolvendo mais forças de segurança locais, além de motivar a população para auxiliar os nossos esforços. Esta postura não foi fácil. Ela demandou procedimentos de pronta resposta na condução de árduas operações ofensivas, soluções criativas para uma miríade de problemas no terreno, e persistência ao curso de longos meses e durante inúmeras situações diversificadas. Ao longo de tudo isso, vocês comprovaram sua eficácia em cada tarefa, demonstrando, continuamente, uma impressionante capacidade de conduzir operações de combate e de estabilidade num ambiente operacional extremamente complexo.
Suas realizações proporcionaram ao povo iraquiano uma nova confiança e estimularam muitos cidadãos a rejeitar o terrorismo, confrontando aqueles que o praticavam. Na medida em que os meses passaram em 2007, na realidade, o despertar tribal iniciado na Província de Al Anbar propagou-se por outras partes do País. Motivados pela implementação da segurança, cansados da violência indiscriminada, da ideologia extremista, os iraquianos gradativamente rejeitaram a Al Qaeda iraquiana e as diversas milícias extremistas. Cada vez mais, o desejo dos iraquianos de contribuir para a sua própria segurança foi se manifestando pelo número crescente de cidadãos voluntários para a polícia e para o Exército, assim como pelos programas locais de implementação da cidadania. Refletiu-se nas informações fornecidas por cidadãos que contribuíram, significativamente, para a destruição de armas ilegais em número duas vezes maior do que no ano de 2006. E, hoje, essa participação está visível num grande número de comunidades iraquianas que apóiam suas forças de segurança locais, em todo o País.
Como um resultado do seu trabalho duro e aquele desenvolvido pelos nossos irmãos em armas iraquianos e com o apoio da população local em muitas áreas, presenciamos significativas melhorias na qualidade da segurança. O número de ataques semanais reduziu-se em cerca de 60%, desde um pico em junho deste ano a um nível verificado no verão de 2005. Com menos ataques, constata-se uma significativa redução de perdas de vidas. O número de civis mortos decaiu cerca de 75 % desde seu índice mais alto, há um ano atrás, reduzindo-se a um nível nunca visto desde o início de 2006. E o número de baixas na Força de Coalizão também se reduziu substancialmente. Temos em mente que o progresso alcançado no presente ano foi obtido como resultado do sacrifício e do serviço altruísta de todos aqueles envolvidos, e que o novo Iraque ainda demandará confrontações com inúmeros inimigos e incontáveis obstáculos. A Al Qaeda iraquiana foi significativamente degradada, todavia permanece capaz de executar terríveis atentados a bomba. Milicianos extremistas foram neutralizados, porém permanecem influentes em muitas áreas. Criminosos foram presos, porém muitos permanecem atuando nas ruas e intimidando cidadãos locais e autoridades de diversos níveis do Governo Iraquiano. Nós e nossos parceiros iraquianos ainda temos que lidar com cada um desses desafios no Ano Novo, a fim de manter a situação cada vez mais sob controle.
Enquanto o progresso em algumas áreas é frágil, as melhorias na segurança foram significativamente incrementadas em muitas partes do Iraque. No momento, é imperativo que aproveitemos as vantagens dessas melhorias, visualizando além da arena da segurança, e auxiliando as autoridades políticas e militares iraquianas a desenvolver suas soluções em outras áreas, soluções que possam manter-se sustentáveis a longo prazo. No nível tático, isto significa um crescente enfoque não apenas nas forças de segurança iraquianas – com as quais devemos compartilhar tudo o que fizermos – mas também auxiliando instituições governamentais iraquianas na restauração de seus serviços públicos essenciais, na criação de oportunidades de empregos, na revitalização dos mercados locais, na construção de escolas, no estímulo às atividades econômicas locais, e na manutenção da população local na contribuição à segurança. Teremos que fazer tudo isso, é claro, enquanto continuamos a reduzir nossos efetivos, diminuindo nossa presença no ambiente operacional e, gradualmente, incrementando a responsabilidade dos nossos parceiros iraquianos. Enquanto isso, a nível nacional, enfocaremos o auxílio ao Governo Iraquiano na integração de voluntários nas forças de segurança, contribuindo no desenvolvimento de uma maior capacitação administrativa, na assistência às pessoas deslocadas e refugiadas, fazendo-as retornar às suas residências originais, e, mais importante, desencadeando as importantes ações políticas e econômicas necessárias para explorar a oportunidade conseqüente dos resultados positivos na arena da segurança.
No presente momento, o ritmo do progresso de importantes ações políticas estão sendo mais lentos do que desejam as autoridades iraquianas. Mesmo assim, importantes medidas foram implementadas nos últimos meses. Autoridades do Governo Iraquiano estabeleceram um acordo na “Declaração de Princípios para a Amizade e Cooperação com os EUA” (Declaration of Principles for Friendship and Cooperation with the United States), que estabelece normas para um relacionamento duradouro entre as duas Nações. O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a solicitação iraquiana de uma renovação da Resolução que autoriza a operação da Força de Coalizão no Iraque. O Governo Iraquiano implantou uma importante Lei de Pensões que não apenas estende benefícios de aposentadoria a iraquianos que não possuíam esse direito anteriormente, mas que vem também a se constituir numa medida que contribui sobremaneira para uma reconciliação nacional. Nesse contexto, autoridades governamentais vem debatendo, com profundidade, uma segunda medida relacionada com a reconciliação, referente a uma reforma política no poder legislativo, assim como o Orçamento Nacional, ambos temas a serem votados ao início de 2008. Mesmo assim, todos os iraquianos envolvidos reconhecem que muito mais há que ser realizado politicamente, de modo a proporcionar ao País condições de uma trajetória irreversível de reconciliação nacional e de um desenvolvimento economicamente sustentável. A nós, desnecessário dizer, caberá trabalhar junto aos nossos companheiros de Embaixada no sentido de apoiar o Governo Iraquiano na sua luta para aproveitar as oportunidades proporcionadas pela melhoria no ambiente da segurança para o desenvolvimento de seu progresso político e econômico.
O Ano Novo trará novas mudanças. Substanciais rodízios de forças e ajustamentos de efetivos já iniciados continuarão. Uma Brigada de Combate do Exército Norte-americano e uma Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais (valor Brigada) Norte-americana retornarão aos EUA, sem previsão de substituição. Nos meses seguintes, quatro outras Brigadas e dois outros Batalhões de Fuzileiros Navais seguirão o mesmo destino. Enquanto isso, continuaremos a gerenciar a situação da segurança conforme ela evolua. E no contexto de todas as mudanças, nós e nossos parceiros iraquianos permaneceremos mantendo o presente momentum, pressionando e perseguindo os inimigos do Iraque de forma incansável. Soluções a muitos dos árduos problemas continuarão sendo encontradas no seu nível de execução, juntamente com as autoridades iraquianas locais, bem como com as Forças de Segurança do Iraque, tanto nas zonas de ação de batalhões e companhias quanto em bairros e localidades específicas. Na medida em que vocês e seus parceiros iraquianos transformem concepções em realidade, o progresso adicional emergirá lenta, porém consistentemente. Com o correr do tempo, gradualmente, presenciaremos alguns poucos dias ruins e acumularemos cada vez mais bons dias, boas semanas e bons meses.
O caminho à frente não será fácil. Inevitavelmente, ocorrerão mais dias e semanas árduas. Desafios não previstos emergirão. E o sucesso demandará um trabalho intenso contínuo, comprometimento e iniciativa de todos os envolvidos. Entretanto, na medida em que visualizamos o futuro, devemos ter em mente o quanto obtivemos neste ano passado. Graças aos esforços incansáveis e às corajosas ações do povo iraquiano, das autoridades políticas e militares iraquianas, das Forças de Segurança do Iraque, e de cada um de vocês, muito foi alcançado em 2007. Assim, ao entrarmos no Ano Novo, nós e nossos parceiros iraquianos teremos importantes conquistas a realizar e um novo sentido de esperança sobre o qual poderemos construir.
Como sempre, todos os seus Comandantes, nossos compatriotas lá em nossa terra natal e eu, apreciamos profundamente a sua dedicação, profissionalismo, comprometimento, e coragem demonstrados dia a dia. Permanece a maior das honras servir com cada um de vocês nesta crítica empreitada.
Sinceramente,
David H. Petraeus.”
20 Abril, 2007 19:25
América Latina e Amazônia, quem banca os grandes projetos?
Escrito por takahashi, Categorías [ Imperialismo / Império ][ (1) Comentario ] | [ (0) Retroenlaces ]
Tenho algumas divergências com a opinião do autor, principalmente na sua visão "otimista" sobre o poder que o Brasil possui dentro do BID e BIRD, mas acho sua explanação sobre as organizações multilaterais uma verdadeira aula. Esse artigo foi retirado da Adital ( www.adital.org.br ).
André Takahashi
19.04.07
Guilherme Carvalho *
Adital - O Grupo Banco Mundial - GBM é composto por diferentes organismos, como o Banco Mundial que é voltado ao financiamento das ações governamentais e a Corporação Financeira Internacional - CFI. O braço do GBM que financia somente a iniciativa privada. Esta, por exemplo, foi quem efetivou um empréstimo ao Grupo Bertin que adquiriu por R$ 30 milhões a unidade do Frigorífico Marabá, localizada em Marabá, no sudeste paraense, que tem capacidade de abater mil animais/dia.





LifeType