Essa semana, segunda feira dia 03, desabou o teto de uma sala da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, quase acertando a cabeça de 4 estudantes que se encontravam na sala esperando o início da aula. Hoje de manhã dei uma passada pra ver a situação da sala. A estrutura caiu de podre, carcomida por cupins.

É triste ver essa situação de descaso na faculdade aonde me formei e que tenho um certo carinho. Pior que o descaso criminoso dos mantenedores da faculdade foi a reação dos estudantes, que simplesmente aceitaram o ocorrido e continuaram "seguindo as instruções". Na hora ninguém teve a idéia de fazer uma mobilização, chamar a mídia ou denunciar o ocorrido na prefeitura. Ficaram todos assustados, mas sem atitude, ótimos cordeirinhos. Se esse é o futuro da sociologia adeus pensamento crítico, quanto mais atitude crítica.

O pessoal do Centro Acadêmico Florestan Fernandes, gestão Chico Mendes, entidade representativa dos estudantes, não se encontrava na ESP no momento, sendo avisados do ocorrido por telefone mais de 3 horas depois. Hoje de manhã a gestão estava fotografando a cena do acidente e tentando vender a pauta para algum veículo de mídia, mas os grandes jornais alegam que a pauta tá "antiga", que tinha que ter denunciado na hora do acidente. Bom, pelo menos o registro fotográfico foi publicado no site do Centro de Mídia Independente. Espero que eles tenham feito a denúncia na prefeitura, pois o que ocorreu não pode ser esquecido.

A Fundação Escola de Sociologia e Política - FESPSP (mantenedora da ESP) pretende aumentar a mensalidade pro ano que vem em 5%, fazendo o valor chegar a quase R$600,00. Além disso, é de conhecimento público que eles arrecadam muito dinheiro vendendo consultorias pro poder público. A dúvida que tá pairando entre os estudantes da ESP é: Aonde tá sendo investido esse dinheiro? Na instalação de catracas que poderão impedir a entrada de inadimplentes? Em uma futura instalação de câmeras para fiscalizar os estudantes sob pretexto de "segurança"? Bom, mas se depender do grau de mobilização dos atuais estudantes da ESP a FESPSP pode ficar tranquila, não passarão de perguntas sem ação.

Cordeirinhos.... 

 

 

02/06/2007 

André Takahashi 

Uma das principais características do novo movimento estudantil autônomo que se desenvolve na reitoria ocupada é o uso da mídia via internet. Através de um blog, de vídos no youtube, criatividade e contando com os equipamentos e a internet disponíveis no prédio, a ocupação desenvolve sua própria mídia.

Após perderem o blog hospedado no sevidor comercial terra  (não se sabe se foi a empresa ou algum infiltrado que apagou) o movimento transferiu seu conteúdo para o servidor anticapitalista Noblogs. Já os vídeos continuam sendo publicados no youtube, haja visto que não existe uma alternativa anticapitalista de qualidade. Essa deficiência só mostra o quão urgente é o desenvolvimento do Indytube, um plug in para que os sites do indymedia possam ser uma alternativa, em software livre, ao youtube. O Indytube está sendo desenvolvido a passos de tartaruga, mas alguns sites da rede global o utilizam de forma forma experimental, por exemplo o Indymedia Filadélfia.

Abaixo uma pequena parte da produção da reitoria Ocupada.

Sempre falei que a imparcialidade não existe no jornalismo. Acho o cúmulo da hipocrisia certos meios de comunicação se dizerem imparciais. Muito mais digno é deixar clara a poítica editorial e seus objetivos políticos. Sim, objetivos políticos, pois quem ainda não percebeu que os meios de comunicação são os verdadeiros partidos políticos do século XXI é um ingênuo. O artigo que se segue circulou até o presente momento via e-mail, após ser recusado pela Folha de São Paulo.

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Na mídia muito se fala sobre os decretos do Serra em relação à educação, mas pouco se explica. No máximo algumas desculpas esfarrapadas que visam desavccreditar os estudantes, funcionários e professores que lutam para preservar a autonomia universitária.

Abaixo uma tabela que explica os pontos polêmicos dos decretos do governador José Serra, retirado do histórico de discussão do verbete sobre a ocupação da reitori na Wikipédia.

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