Retirado do Jornal da Ciência

 
Uma pesquisa lançada pela Universidade de São Paulo nesta terça-feira, 25 de março, mostra elevado subsídio à indústria do livro técnico e científico e grandes limitações de acesso aos conteúdos produzidos com recursos públicos

Os livros científicos, técnicos e profissionais representam cerca de um quarto dos títulos editados no Brasil e 20% do faturamento do mercado editorial.

A pesquisa, inédita no Brasil, mostra que o subsídio público a esse setor acontece em pelo menos três momentos: na produção do conteúdo (por meio do financiamento da pesquisa científica), na produção industrial (por meio da imunidade tributária à indústria do livro) e na própria atividade editorial (por meio das editoras universitárias públicas).

Apesar do alto subsídio, o acesso público aos conteúdos científicos tem sido dificultado pela ação das editoras contra as fotocópias e pela ausência de políticas públicas de acesso.

O estudo estima que, nas áreas científicas, até 86% dos livros adotados no ensino superior são escritos por pesquisadores trabalhando em dedicação integral em instituições públicas. Isso significa que o conteúdo do livro é resultado de uma atividade científica fruto de investimento público.

Na produção industrial do livro, a pesquisa estima em cerca de um bilhão de reais o subsídio público na forma de imunidade tributária (isenção de pagamento de ICMS, IPI, PIS e Cofins). Esse subsídio público ao setor livreiro é superior ao orçamento de todo o Ministério da Cultura. A pesquisa estima também que as editoras públicas respondem por cerca de 10% dos livros adotados, havendo aí uma significativa participação pública direta.

Apesar do elevado subsídio público ao setor de livros técnicos e científicos, o Brasil carece de políticas articuladas de acesso que garantam que o público que financiou a pesquisa e subsidiou as editoras tenha acesso ao conteúdo.

Levantamento em 10 cursos na Universidade de São Paulo mostrou que os custos de aquisição dos livros exigidos num ano comprometeria mais de 90% da renda familiar mensal dos estudantes. Apesar disso, houve recentemente uma intensificação nas ações da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (associação das editoras) reprimindo as fotocópias de livros nas universidades e uma tímida reação do Estado e demais instituições públicas na defesa do direito de acesso previsto na lei.

O relatório da pesquisa recomenda assim que a lei de direito autoral seja reformada para deixar mais claras as exceções e limitações que garantem o acesso público a conteúdos. Sugere também a adoção de políticas em instituições de pesquisa e editoras públicas para que os livros financiados com recursos públicos tenham licenças de direito autoral que garantam a livre reprodução para fins científicos e educacionais.
 
O relatório completo pode ser baixado AQUI
O mês de março foi um mês marcado por iniciativas governamentais e privadas em censurar a internet. A mídia corporativa global só deu destaque à censura do governo chinês aos sites que divulgaram a repressão no Tibete, mas além da tradicional censura "comunista" o mês de março foi premiado com exemplos de autoritarismo e censura até mesmo na Suécia.

Censura na internet durante o mês de março


China:

Por causa dos protestos pela independência do Tibete o governo "comunista" chinês bloqueou o acesso de diversas páginas de internet, como o youtube e o site do jornal inglês "The Guardian", que foram os primeiros a divulgar fotos e vídeos da repressão aos rebeldes tibetanos.
 
Brasil: 
 
Durante mais de dois anos, Paulo Henrique Amorim manteve o blog Conversa Afiada no portal iG, em cuja página principal tinha um quadro de destaque permanente. A política era o assunto mais corriqueiro, e Paulo Henrique Amorim mantinha uma seção intitulada "Não coma gato por lebre", cujo objetivo, segundo ele, era deixar claro para o leitor as preferências e gostos do jornalista, de modo a não passar aos usuários uma falsa imagem de imparcialidade.

Declarava não gostar de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Daniel Dantas e de quem , segundo ele, denigre nordestinos, entre outros. Em 18 de março de 2008, porém, o iG retirou abruptamente o blog do ar. Em nota, alegou que a audiência esperada estava aquém das expectativas e que os custos de sua manutenção não se justificavam mais, o que motivara a finalização do contrato antes de dezembro de 2008, o prazo final previsto.

Paulo Henrique Amorim relançou seu Conversa Afiada em novo endereço e questionou os motivos levantados, sugerindo que haveria interesses políticos e financeiros por trás da rescisão.

Turquia:

A página do Indymedia Istanbul (Centro de Mídia Independente na Turquia) está bloqueada para pessoas que acessam a internet por meio do provedor Turkish Telecom. A Turkish Telecom está redirecionando o endereço http://istanbul.indymedia.org do Indymedia Istanbul para uma página com a seguinte mensagem:

O acesso a este sítio foi bloqueado pela Telecommunication Communication Presidency devido ao decreto do Tribunal Penal de Araban, em Gaziantep, datado de 21/03/2008, número: 2008/418-171.

Mais tarde substituída por:

O acesso a este site foi bloquado pela Telecommunication Communication Presidency, devido ao decreto do tribunal da Presidêcia Geral da Corte Militar, datado de 21/03/2008 de número:2008/148-171.

Misteriosamente a mensagem mudou: antes o decreto havia sido emitido por um tribunal comum, agora por um tribunal militar. Outros websites também sofreram o bloqueio.

Suécia:

A revista digital espanhola Rebelion e o site da agência de notícias do governo boliviano (ABI), entre outras, foram censuradas por vários provedores de internet na Suécia e outros países da Europa. A empresa estatal sueca Telia, provedora de serviços de internet e telefonia, foi afetada por uma decisão da empresa norte-americana CogNet que administra o acesso à vários servidores. A decisão foi adotada unilateralmente, e impede que todos os usuários dos servidores Telia possam se conectar ao site Rebelion e ABI. CogNet censurou as páginas sem explicar as razões.

A estatal Telia alega que não pode fazer nada para restabelecer a conexão com esses sites, e admite que se trata de censura e limitação de informações. Também diz que está em negociação com CogNet, mas até agora sem resultados positivos.

O que mais me impressiona é que nesses casos a censura mais sincera foi a do governo Chinês, e a mais obscura a censura promovida num bastião "democrático" como a Suécia.

por Jorge Machado

O Chaos Computer Club, uma das maiores e mais influentes organizações hackers, publicou a impressão digital do Ministro do Interior Wolfgang Schäuble. Ela foi obtida a partir do copo em Schäuble bebia, "roubado" em um evento oficial.

O ministro Schäuble é o principal reponsável pela nova lei alemã que permite ao Estado espionar a vida dos cidadãos através do acesso aos dados de ligações telefônicas e e-mails enviados e que inclusive obriga os provedores de acesso a fornecer as senhas dos usuários às agências de segurança.

Com a publicação da impressão digital de uma pessoa pública o CCC quer chamar a atenção aos cidadãos sobre o os riscos do uso de impressões biométricas para "promover a segurança" - e que farão parte de todos os passaportes alemães.

Com a publicação da digital, o CCC quer mostrar que o armazenamento de dados biométricos por si não são seguros. O CCC publicou também como se pode fazer uma cópia da impressão digital, por exemplo, do ministro Schäuble, e colar ela no próprio dedo e enganar os leitores de impressão digital.

O Chaos Computer Club afirma que em breve vai divulgar as impressões digitais da primeira ministra Angela Merkel, de Otto Schily (ex-ministro do Interior), Günther Beckstein (ministro presidente de Bavária) e Jörg Ziercke, Presidente do Serviço Criminal Federal. Todos eles, políticos que defendem, em nome do combate ao terrorismo, mecanismos de controle que violam a privacidade dos cidadãos e que estão transformando a Alemanha em um grande "Big Brother".

 

Página do CCC ensinando a técnica em alemão. 

Comentário do Taka

Mais um post retirado do blog do Sério Amadeu. Acho importantíssimo divulgar as soluções Linux para deficientes na cidade de São Paulo, haja visto que nossa prefeitura tá a um passo de reverter o Linux nos telecentros usando do argumento que Linux não é adequado para deficientes físicos. E adivinha quem já foi contratada pra disponibilizar esse serviço pra prefeitura de São Paulo? Um sorvete pra quem pensou Microsoft!


ORCA: SOFTWARE LIVRE PARA A INCLUSÃO DOS CEGOS.

Tiago M. C., nascido as 04:30h do dia 18/07/1985, em Salvador, me enviou a mensagem abaixo. Tiago nasceu com Retinose Pigmentar e ficou cego. Atualmente integra o projeto Orca, leitor de tela, em software livre, para pessoas de pouca ou nenhuma visão.


LINUX E OS CEGOS

"Cada vez mais os programas e sistemas operacionais Fonte Aberta (Open Source) vem conquistando as pessoas de todo o mundo, empresas, escolas etc, e como não poderia ser esquecido, também vem a conquistar os Deficientes Visuais.
O Linux, o sistema operacional Fonte Aberta mais difundido entre usuários doméstico, possui implementações que visa a acessibilidade dos Cegos em geral, havendo projetos, comunidades interessada em melhorar o acesso ao computador através do Linux por Cegos e algumas Distribuições Linux.

Uma Distribuição Linux, é organizada para uma determinada aplicação ou uma classe de usuários, com aplicativos voltados para os mesmos, organizado desde um Disquete, um CD a 10 CDs ou mais por exemplo, DVD e etc.

Apresento então, três Distribuições Linux que oferece suporte para os Cegos Brasileiros.

A primeira é o Linvox sendo baseada no Kurumin Linux, com o WINE instalado e o Sistema DOSVOX, desenvolvido pelo NCE/UFRJ.

A segunda Distribuição Linux, é o Oralux mantida por uma comunidade de usuários de vários países.

A terceira distribuição Linux, é o Ubuntu Linux conhecido em todo o mundo, além de ter vários aplicativos, possui ferramentas de acessibilidade que permite a utilização pelos deficientes!

O Linvox foi quem abriu o caminho, tornou possível a utilização maciça do GNU/Linux no Brasil pelos cegos; o Oralux foi uma distribuição menos utilizada pelos cegos brasileiros; o Ubuntu vem ganhando espaço entre os cegos brasileiros, dando a possibilidade de utilizar o ambiente gráfico com o leitor de tela Gnome-Orca, atraiu diversos cegos para a utilização desse sistema."


What is Orca?

Orca is a flexible, extensible, and powerful assistive technology for people with visual impairments. Using various combinations of speech synthesis, braille, and magnification, Orca helps provide access to applications and toolkits that support the AT-SPI (e.g., the GNOME desktop). Orca is also free open source software.

Perigo: Rede Globo "O programa "Fantástico" do último domingo, dia 16 de dezembro, numa sórdida e repugnante matéria, atiçou o povo brasileiro contra os venezuelanos, insinuando uma suposta "invasão militar" da Venezuela ao nosso país. Nesta semana, o PCB representou judicialmente contra a emissora, instando o Ministério Público Federal a acioná-la, para assegurar direito de resposta, no mesmo espaço, a representantes dos governos ofendidos. Leia aqui a integra da ação."

 

REPRESENTAÇÃO JUDICIAL CONTRA A GLOBO:
 
Excelentíssimo Sr. Dr. Procurador Geral do Ministério Público Federal no Estado do
Rio de Janeiro

O PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB), registrado no Tribunal Superior Eleitoral e inscrito no CNPJ, sob o número 01585552/0001-71, vem, através de seu advogado e Secretário Geral, IVAN MARTINS PINHEIRO, brasileiro, advogado inscrito na OAB-RJ, sob o número 17.517, com endereço na sede do partido, à Rua Teotônio Regadas, 26 – sala 402, Lapa, Rio de Janeiro (RJ), apresentar  REPRESENTAÇÃO  em face da Rede Globo de Televisão, com sede nesta cidade, tendo em vista que, em seu programa "Fantástico", edição de 16 de dezembro último, violou o parágrafo único e praticamente todos os incisos do "caput" do artigo quarto da Constituição Brasileira, cláusula pétrea de nossa Carta Magna, que trata dos princípios que regem as relações internacionais da República Federativa do Brasil:
 
· prevalência dos direitos humanos;
· autodeterminação dos povos;
· não-intervenção;
· igualdade entre os Estados;
· defesa da paz;
· solução pacífica dos conflitos;
· repúdio ao terrorismo e ao racismo;
· cooperação entre os povos para o progresso da humanidade.
 
Parágrafo Único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.
 
1 - Com o notório objetivo de instigar um conflito militar entre o Brasil e a República Bolivariana da Venezuela, aquela emissora exibiu, em horário nobre, no programa de maior audiência nacional, uma provocativa reportagem sob o título: "O BRASIL ESTÁ PREPARADO PARA UMA GUERRA CONTRA A VENEZUELA?".
 
2 - A programação foi exaustivamente promovida, de forma sensacionalista, nos dias anteriores à difusão, com chamadas renitentes, em que se perguntava: "COMO REAGIRIAM OS BRASILEIROS A UMA INVASÃO DA VENEZUELA AO NOSSO PAÍS?".
 
3 - Para escamotear da população brasileira suas deletérias intenções - e certamente para tentar fugir das penas da lei -, a reportagem assumiu uma forma híbrida, para passar a impressão de que se tratava de humor. Para enganar os brasileiros entrevistados na fronteira, os repórteres passavam-lhes a impressão de que se tratava de uma reportagem do tradicional programa dominical.
 
4 - Inúmeras passagens do programa - que podem ser verificadas na gravação áudio-visual que se anexa à presente - evidenciam a transgressão dos princípios constitucionais acima arrolados. O programa já começa com a caluniosa insinuação de que a Venezuela está se armando para invadir o Brasil. Trata-se de uma notória fraude. Qualquer pessoa medianamente informada sabe que o adversário externo do governo venezuelano é o governo norte-americano e não o brasileiro.
 
5 - Os repórteres manipulam, sem qualquer pudor, a inocência, o patriotismo e a falta de informação e consciência política de alguns compatriotas nossos que vivem naquela fronteira. Entre outras irresponsabilidades e leviandades, perguntam aos incautos se lutariam em defesa do Brasil, na iminência da agressão venezuelana. Chegam ao ponto de percorrer, em um carro decorado com nossas cores nacionais, a via principal de Pacaraima (RR), promovendo uma "convocação de emergência", incitando a população a se "alistar para a guerra contra a Venezuela". Isto se dá exatamente na fronteira entre os dois países amigos, fomentando um clima de hostilidade e agressividade entre vizinhos que ali, mais do que em outros rincões, têm intensa interação familiar, cultural, social e econômica.
 
6 - O programa trata de ridicularizar, satanizar e estereotipar o Presidente da Venezuela, através de edição de imagens para que pareça um agressor de nosso país. O objetivo político central é uma solerte campanha para instar o governo brasileiro a reforçar sua fronteira com a Venezuela e se armar para poder "enfrentar o país agressor".
 
7 - Para tal, tentam ridicularizar também as nossas Forças Armadas. Enquanto as Forças Armadas venezuelanas são apresentadas como "a maior força bélica da América Latina", as nossas são caracterizadas como sucateadas, ineficientes, obsoletas. Nesse desiderato, não faltam cenas grotescas e patéticas, como os locutores treinando brasileiros para se defenderem com pedras. Há uma passagem em que um ator, fazendo o papel do Presidente Hugo Chávez (chamado debochadamente de "Chaverito"), passa incólume pela fronteira, de três maneiras: a pé, de bicicleta e a cavalo. Tudo com a cumplicidade de funcionárias da Receita Federal brasileira que aparecem no programa, sendo que uma delas tem o seguinte diálogo com o locutor:
 
· Locutor: "Os venezuelanos são bons vizinhos?"
· Funcionária: "Com toda sinceridade? Não!"
· Locutor: "Vocês botam tranca aqui no posto após o expediente, para não ter nenhum
venezuelano passando por aqui?"
· Funcionária: "Claro".
 
8 - Ao fim deste bloco, afirma o locutor, categórico e solene:
"Está provado: a hora que Chávez quiser, ele invade o Brasil."
 
9 - O grave é que o programa em foco, de imensa audiência popular, criou uma imagem de credibilidade que leva muitos brasileiros, sobretudo os que não têm visão crítica da manipulação midiática, a terem suas opiniões formadas exatamente por suas reportagens, que, aliás, têm muito pouco humor. Sua matéria prima principal é o sensacionalismo. Quem de nós já não ouviu, quando se quer confirmar que determinada informação é verídica: "Mas isso "deu" no Fantástico!".
 
10 - O final do programa é uma provocante e abjeta apologia à guerra entre o povo brasileiro e o venezuelano, onde os locutores revelam suas intenções, em frases repugnantes e sórdidas como estas:
 
"E se o tempo fechar entre Brasil e Venezuela: será que estamos preparados?"
"Qualquer movimento estranho na fronteira, liguem para Brasília e reclamem com o
síndico."
 
11 - Para insinuar que o perigo não se limita ao norte, na fronteira com a Venezuela, mas que a "invasão" pode vir também pelo sul, pela fronteira com a Bolívia, o programa aproveita para ridicularizar o Presidente boliviano, Evo Moralez, colocando-o como submisso ao Presidente Chávez. Quando o locutor informa ao público: "Agora, vamos ver como está a fronteira sul", imediatamente entra uma charge animada de Evo Morales propondo Chávez para Presidente da Bolívia.
 
12 - Na realidade, o programa ofendeu três Presidentes: o Presidente da Bolívia, como uma marionete, um fantoche; o Presidente da Venezuela, como um invasor, um ditador; o Presidente do Brasil, como um pusilânime, um omisso, que não reage e não prepara o país para se defender da "invasão". A todos, portanto, agravou com dano material, moral e às suas imagens.
 
13 - O desrespeito é tão grave e notório que o programa foi ao ar exatamente no momento em que o Presidente Luiz Inácio da Silva estava num intervalo de visitas aos dois países, justamente para estreitar os laços de amizade e colaboração entre seus povos, na perspectiva da integração latino-americana! No dia anterior, nosso Presidente chegara da Venezuela; no dia seguinte, viajou para a Bolívia.
 
14 – A nosso juízo, não se tratou de coincidência. O programa é parte de uma insidiosa e contumaz campanha de manipulação – a serviço de interesses imperiais -, destinada a tentar frear a determinação inabalável dos povos da América Latina, no sentido de romper os grilhões que os levaram à dependência, ao subdesenvolvimento e à iniqüidade social.
 
15 – A importância que a Constituição brasileira atribui ao nosso convívio harmonioso com os países latino-americanos é muito relevante, a ponto de estabelecer como princípio a busca da integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.
 
16 - Diante de todo o exposto é que o PCB requerer ao ilustre dirigente do MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL que intente a AÇÃO PÚBLICA que julgar compatível contra a Rede Globo de Televisão para que, com base no inciso V, do artigo 5º de nossa Constituição Federal, SEJA ASSEGURADO O DIREITO DE RESPOSTA, PROPORCIONAL AO AGRAVO, NO MESMO PROGRAMA E NO MESMO DIA DA SEMANA E HORÁRIO EM QUE SE PRODUZIRAM AS OFENSAS, A REPRESENTANTES DESIGNADOS PELOS GOVERNOS OFENDIDOS, A SABER: DA BOLÍVIA, DO BRASIL E DA VENEZUELA.
 
17 - Finalmente, requer o PCB que o eminente Procurador analise a transgressão de nossos princípios constitucionais à luz da legislação penal e daquela que regulamenta a concessão pública de emissoras de televisão, estudando a possibilidade de se postular a aplicação de sanções, tendo em vista, entre outros dispositivos, o artigo 221, de nossa Carta Magna, que estabelece que a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão exclusivamente a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, à promoção da cultura nacional e ao respeito aos valores éticos e sociais da nação. Entre estes, Excelência, destacam-se a
tradição brasileira de privilegiar o convívio fraterno entre os povos e o respeito absoluto à sua autodeterminação.
 
Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 2007
 
Ivan Martins Pinheiro
 
 
Com cópia para:


- Presidência da República Federativa do Brasil
- Ministérios das Relações Exteriores e das Comunicações;
- Embaixadas da Bolívia e da Venezuela;
- Associação Brasileira de Imprensa;
- Ordem dos Advogados do Brasil (RJ).


Retirado do Blog do Sério Amadeu.

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Para incentivar o desenvolvimento de software livre no Brasil propomos que o Congresso Nacional aprove o projeto de Lei abaixo. Quando estive no governo, percebi que o Fundo que concentra os recursos da Lei de Informática é majoritariamente aplicado em software proprietário. Conversando com várias pessoas da comunidade, achamos que deveríamos reivindicar que uma parte dos recursos do Fundo fosse destinado para os desenvolvimento de projetos de sofwtare livre. Hoje, vários projetos não têm incentivo algum. Vinte por cento de aproximadamente 70 milhões anuais do Fundo é um recurso indispensável para alavancar a criatividade e a inovação de milhares de desenvolvedores de código aberto e não-proprietário.

Se você quer apoiar este projeto deixe um recado aqui. Vamos aumentar nossa lista de apoiadores. Nessa semana o João Cassino e o Bimbo estarão conversando com alguns deputados para apresentar este projeto. O deputado Paulo Teixeira de São Paulo que teve uma atuação decisiva para a derrota do padrão OOXML já se dispôs a apresentar o projeto e batalhar pela sua aprovação.

Junte-se a nós. Ah! Peço que reproduzam nos blogs e listas o projeto.



Projeto de Lei, dispõe sobre o financiamento de desenvolvimento de softwares livres.


Art. 1º Vinte por cento (20%) dos recursos anualmente gastos pelo
CTInfo - Fundo Setorial para Tecnologia da Informação (instrumento de
criação: Lei nº

10.176, de 11.01.2001), deverão ser destinados para o desenvolvimento
de softwares livres.

Art. 2º Para os efeitos desta Lei, considera-se:

I - Software: programa de computador. Sequência de instruções a serem
seguidas e/ou executadas, na manipulação, redirecionamento ou
modificação de um dado/informação ou acontecimento.

II - Software livre: qualquer programa de computador que pode ser
usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma
restrição. A maneira usual de distribuição de software livre é anexar
a este uma licença de software livre, e tornar o código fonte do
programa disponível.

Art. 3º Poderão solicitar o financiamento, a qualquer tempo,
combinando recursos reembolsáveis e não-reembolsáveis, empresas,
universidades, institutos tecnológicos, centros de pesquisa,
cooperativas e outras instituições públicas ou privadas, inclusive
comunidades de desenvolvedores, através de editais lançados pelo
CTInfo.

Art. 4º Os projetos de software livre deverão ser aprovados pelo
Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio de um conselho composto
por integrantes da comunidade de software livre, instituído por uma
portaria do MCT.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 6° Revogam-se as disposições em contrário.


ASSINAM:

Antonio Terceiro
Carlos Cecconi
Deivi Lopes Kuhn
João Cassino
Jomar Silva
Júlio Neves
Livia Sobota
Marcelo Marques
Mário Teza
Pedro A. D. Rezende
Ricardo Bimbo
Rodolfo Avelino
Rubens Queiroz de Almeida
Sergio Amadeu da Silveira
Sérgio Rosa
Vicente Aguiar
Wagner Meira Jr.

Ótima montagem que critica as concessões de TV no Brasil, especialmente a da rede Globo.  Mais informações sobre a concessão da rede globo nesse link AQUI.

O segundo semestre de 2007 promete ser agitado nas discussões sobre as concessões de TV, haja visto que a concessão das principais retransmissoras da Globo expiram esse ano.

Direito de resposta concedido a Brizola no JN, em 1994.