22 Febrero, 2008 12:50
Artes Marciais Portuguesas
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Desde pequeno me interesso por artes marciais. Quando criança e adolescente pratiquei Judô, Karatê Shotokan, Taekwondo, Hapkido e Boxe. Mas como muitos jovens cometi a besteira de me viciar em cigarro e adquiri o péssimo hábito de "beber socialmente". Com o tempo esses desvios foram me afastando das artes marciais até que, finalmente, desisti de praticá-las aos 20 anos de idade.
Porém, nos ultimos dois anos e meio fui me livrando dos vícios que adquiri na minha adolescência e há seis meses voltei a treinar totalmente "limpo". Atualmente, uma boa parte do meu tempo livre invisto na pratica do Wushu e em pesquisas sobre artes marciais. Foram nessas pesquisas que descobri algo inusitado: duas Artes Marciais portuguesas, o Contato Total Português e o Jogo do Pau.
Contato Total Português
O
Contato Total Português é uma "arte marcial militar" desenvolvida pelo mestre Adriano
Silva, ex-combatente das forças armadas portuguesas e praticante de
artes marciais desde os 4 anos de idade; quando recebeu de um monge
budista japonês a oportundade de treinar Shorinji Kempô. Durante os 4
anos em que serviu no exército português - lutando nas guerras coloniais
do continente Africano - mestre Adriano foi aprimorando sua técnica,
ocasião em que surgiu a idéia de codificar um estilo próprio de luta
chamado "Contato Total Português"; que se constitui em defesas e ataques através de golpes selecionados do Kung Fu, Kempô, Jiu Jitsu, Muay Thai e Kick Boxing.
Em 1979 Adriano traz o Contato Total Português ao Brasil e elege São Paulo como a sede mundial do estilo. Atualmente, já se formaram mais de 500 faixas-pretas com associações em vários estados brasileiros, Portugal e diversos países europeus e africanos. Além das aulas abertas foram sistematizados cursos especiais que Adriano e sua equipe disponibilizam para governos e empresas de segurança, misturando artes marciais e as técnicas de guerrilha do exército português .
Jogo do Pau
O Jogo do Pau já tem mais tradição do que o Contato Total Português, sendo difícil de definir sua origem. Mas é certo que se originou dos bastões que eram levados pra cima e pra baixo pelos pastores e camponeses até poucos anos atrás. A palavra “jogo” não tem o sentido de “brincadeira”, mas o de “técnica” ou “manejo”.
No século XX ainda eram frequentes por Portugal, mas com destaque para o norte do país, os combates de pau nas feiras e romarias. Por vezes estas rixas envolviam aldeias inteiras, outras vezes as lutas eram individuais, ou de um jogador contra vários. Era o tempo dos “puxadores” (nome que se dava aos jogadores do Norte) e dos “varredores de feiras” (jogadores que se deslocavam às feiras e romarias para desafiarem outros, provando assim o seu valor através da vitória contra todos).
O Jogo do Pau começou um processo de organização a nível nacional com a fundação, em 1977, sob impulso de Mestre Pedro Ferreira, da Associação Portuguesa de Jogo do Pau. As várias escolas e clubes estão hoje organizadas numa estrutura representativa, a Federação Portuguesa de Jogo do Pau.
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09 Enero, 2008 13:37
Jackie Chan - Snake in the Eagles Shadow (Treino)
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Snake in the Eagles Shadow é um filme cômico de 1978, com Jackie Chan, que conta a história de um órfão que foi treinado no Sistema da Serpente. Todos que praticam algum sistema de Kung Fu que contenha técnicas da serpente se identificarão com os movimentos dessa cena.
17 Septiembre, 2007 17:43
O Punho da Serpente Sagrada
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Comecei a treinar Kung Fu estilo Shen She Chuen (Punho da Serpente Sagrada). Estou a pouco tempo, mas sinto que é o estilo que sempre procurei na minha vida. Pra ajudar na difusão de sua prática postei um texto bem didático com seu histórico e principais técnicas. Na minha opinião toda militância deve estar ligada à alguma atividade física que cultive a saúde, a ética e a disciplina do praticante.
Abraços e boa leitura.
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Shen She Chuen - Punhos da Serpente Sagrada
Mesmo
não sendo um estilo muito divulgado no ocidente, o SHE CHUEN é muito
popular em algumas regiões da China, sudeste asiático, Malásia e
Indonésia, onde as variedades são tão numerosas que se torna difícil
mencioná-las.
Nestes países, as cobras são usadas freqüentemente
na medicina e essa combinação de "veneno letal" e "medicinal" dão uma
aura de mistério a este réptil.
O Templo do Bambu, na província
de FU JIEN especializou-se no treino de SHE CHUEN e lá encontramos
formas e técnicas das mais variadas como: TCHIN SHE (Serpente Dourada),
SHE WAN (Serpente Rei), LU ZHU SHE (Serpente do Bambu Verde), entre
outras.
Elementos de outros estilos, como o TIGRE e o GATO,
foram incorporados às técnicas originais. Da mesma forma, muitos chutes
do PEI SHAO LIN (norte), foram adicionados para completar o sistema.
Vários estilos como o TAI CHI CHUEN, HSING-I CHUEN e WING CHUN, cederam
técnicas ao estilo.
Nosso estilo é o SHEN SHE CHUEN,
desenvolvido por HSU YIN FONG que foi discípulo de um grande monge que
dominava muito bem o SHAO LIN SHE CHUEN, chamado LIN CHIN HO.
Conta-se
que o monge LIN e um amigo seu chamado LONG FON CHAN, perito na forma
PAI HOK CHUEN (Garça Branca), junto com mais sete mestres de estilos
diferentes, fundaram uma ordem chamada TCHÍOU LONG SHI (A Ordem do Nove
Dragões). Como se tratava do período do domínio MANCHU, era comum na
época o surgimento destas entidades que tinham como objetivo divulgar e
treinar jovens contra o regime vigente que tanto maltratava o povo.
Da
convivência entre os dois mestres e da prática diária comum entre os
mesmos, surgiu uma técnica na qual sua principal seqüência era
executada por duas pessoas, que veio a ser chamada HOK SHE TCHU (União
da Garça e da Serpente), que foi compilada em um livro e apresentada
para o restante dos mestres pertencentes à ordem. Depois da
apresentação e um teste, obteve aprovação de todos os presentes.
A
principal característica desta técnica era que os dois executantes se
alternavam em posturas altas e baixas, ataques e defesas, estando
sempre um suprindo a deficiência angular do outro, ou seja, cobrindo a
abertura que por ventura ficasse na ocasião de um determinado ataque.
Com
a propagação da Ordem, os MANCHUS começaram a dedicar maior atenção a
ela, até que certo dia foram mandados alguns oficiais incógnitos para
descobrir quem seria o responsável pela Ordem que tanto incomodava
determinadas regiões. Descobertos os responsáveis, foi contratado um
famoso assassino chamado CHIEN LIANG, para pôr fim nos mestres e
conseqüentemente, na Ordem.
Pouco tempo depois, reunidos em uma
casa, os mestres discutiam sobre o andamento dos seus propósitos, e o
monge LIN expunha a todos os últimos acontecimentos enquanto os outros
bebiam chá, ouvindo lentamente o narrador. Porém, o que todos não
sabiam é que CHIEN LIANG, sabendo das reuniões semanais, adentrara na
casa na noite anterior e envenenara a água, que foi usada na feitura do
chá que todos bebiam. Portanto, escondido, CHIEN só esperava o efeito
do veneno para começar a matança.
Pouco tempo passou, o veneno
começou a surtir efeito e os mestres começaram a agonizar. Aproveitando
isso, CHIEN, com o rosto encapuzado, começou a matar um a um todos os
mestres, menos o monge LIN, que por estar narrando, havia bebido muito
pouco para sofrer o mesmo efeito imediato que os outros. Assim, quando
atacado, LIN teve forças suficientes para reagir e contra-atacar o
matador, que teve seu ombro perfurado até a segunda falange dos dedos
do monge, deixando-lhe uma marca que mais tarde o identificaria.
Ao
fugir para as montanhas, quase morto, o monge foi socorrido por um
jovem lenhador chamado HSU YIN FONG, que, recolhendo-o para sua cabana,
medicou-lhe e o salvou da morte certa.
Ansiando descobrir
quem era o matador, o monge LIN passou a ensinar ao jovem a sua
técnica, e depois de algum tempo, YIN FONG munido de um exemplar falso
do livro HOK SHE TCHU, passou a visitar várias cidades fazendo o
possível para chamar a atenção para a posse do livro, pois quem
tentasse obtê-lo tinha conhecimento do massacre. Assim, ele buscava
identificar a marca denunciadora no ombro esquerdo.
Nesta busca,
o jovem YIN FONG enfrentou diversos lutadores e líderes de diversos
clãs, como por exemplo, os irmãos TING, três arruaceiros, logo depois
ZHU, o quebrador de ossos, muito temido na região por sua técnica,
força e tamanho.
Em seguida, membros do clã WU TANG, Madame
SUEN, senhora do clã HEI LONG (Dragões Negros), PO, líder do clã KAI
PAN (mendigo), a senhorita TAN do clã SZE CHUEN, mestre HUANG e sua
filha HUANG JUN do clã FEI HU (Tigres Voadores), FANG HSI PING do clã
ER MEI, um dos mais respeitados esgrimistas com a espada de gume duplo
(chien), e finalmente, o líder do clã HEI LONG (Dragões Negros), que
era ninguém menos que o matador dos membros da TCHÍOU LONG SHI, CHIEN
LIANG.
Depois de uma batalha difícil, HSU YIN FONG derrotou o
matador, vingando assim a morte de todos os mestres assassinados
naquela que foi a última reunião da Ordem dos Nove Dragões.
O
monge LIN CHIN HO continuou a ensinar HSU YIN FONG por mais alguns
anos, porém, desejando maior respaldo ao aprendizado de seu pupilo, o
monge LIN o recomendou a outro monge amigo no mosteiro SHAO LIN, onde
YIN praticou por poucos anos. Logo depois de sua chegada ocorreu a
invasão e destruição do mosteiro e ele acompanhou o monge CHIEN SIEN e
outros amigos, entre eles, HU WEI QUAN, criador do estilo HUA CHUEN.
YIN
FONG acompanhou o grupo até que eles foram obrigados a se separar, e
visto que o monge LIN já havia falecido, ele rumou para NAN CHING,
continuando o aprimoramento do que aprendera com o seu falecido e amado
mestre. Em sua homenagem, passou a chamar a sua técnica de SHEN SHE
CHUEN, pois SHEN em chinês significa algo como Deus, sagrado ou divino,
e como o seu mestre era um monge, achou o nome adequado para
identificar aquele que seria o seu estilo.
Além de uma técnica
impecável, YIN FONG era possuidor de um gênio explosivo, temperamento
arrogante e atrevido, o que lhe custou desafios memoráveis com
lutadores famosos, entre eles: TIE TOU HOU SHAN, o famoso Monge da
Cabeça de Ferro, LI AO, o grande mestre de MUO ZHANG (Palma do
Demônio), o gigante BAI LAI da Mongólia, entre muitos outros, sem que
nunca sofresse uma derrota.
YIN FONG andou por quase todo o
sudeste asiático, TIBET, MONGÓLIA, INDIA e boa parte da China, depois,
mais velho e cansado, voltou a KWANTON, onde a viúva de HU WEI KWAN, YU
CHUN e seu filho HU HSUE TCHEN o acolheram e ele passou a morar no clã
dos HU. Depois de algum tempo, passou a ministrar aulas do seu estilo
ao filho do antigo amigo, com aulas diárias até a sua morte em 1790.
Assim,
honrando seu mestre, HU HSUE TCHEN incorporou o SHEN SHE CHUEN ao
currículo do HUA CHUEN, e o estilo veio passando por gerações até
nossos dias.
Características Gerais
O estilo SHEN
SHE CHUEN é executado com as mãos esculpindo a cabeça de uma serpente,
em uma mistura de "duro" e "suave". Contando com movimentos lentos e
suaves, o adversário pode surpreender-se com sua flexibilidade,
velocidade e força, desde que bem concentrado o CHI (energia interior).
Seu
objetivo nos ataques é a busca dos pontos vitais e sensíveis, buscando
olhos, garganta, plexos, vãos entre as coxas e abdômen.
As Cinco Táticas
As cinco táticas indispensáveis para o nosso estilo são: VELOCIDADE, ENVOLVIMENTO, SURPRESA, FUGA e SALTOS.
VELOCIDADE: atacar com batidas rápidas e inesperadas, usando passos rápidos, ágeis e leves.
ENVOLVIMENTO:
à curta distância, envolver os membros do oponente confundindo suas
posturas e usando-as a seu favor. Quando à longa distância, aguardar a
abertura em uma postura adequadamente contida.
SURPRESA atacar em diferentes ângulos.
FUGA: quebrando o contato e escapando quando o golpe não obtiver a penetração adequada.
SALTOS:
para trás ou para os lados, evitando ataques desnecessários, não
comprometendo os membros principais para locomoção e equilíbrio.
Depois de um certo tempo, o praticante inicia o treinamento do U TIE DI (5 dedos de ferro) e SHUAI ZHANG (palma vibratória).





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