Na última aula de Wushu, durante uma conversa sobre a linha filosófica do Tao Te Ching, meu professor sugeriu que assistíssemos o filme O Pálido Ponto Azul, disponível no Youtube. 

No final da conversa surgiram questionamentos sobre o princípio da não-ação (Wu Wei) que norteia o Tao Te Ching. Alguns se questionaram: um governo que se baseia no Tao Te Ching não faria nada para impedir o crime, a fome? Nosso professor disse que ouviu de outro professor que a não-ação  pode ser entendida como ação mínima, que esse governo teria que fazer o estritamente necessário e nada mais.

Um aluno falou "mas olha o mundo que vivemos, só o mínimo não adianta" e a conversa foi parar nos pensamentos de Confúcio, que para muitos tem uma filosofia oposta ao Tao, mas se levarmos em consideração o ensinamento taoísta de que tudo tem dentro de si o germe de sua oposição Confúcio pode ser entendido como complementar ao Tao. Essa conversa me fez pensar em um ditado que diz: "O chinês é confuciano na sociedade, taoísta na individualidade e budista na hora de morrer"

Mas no final das contas, como disse o meu professor citando um provérbio do Tao Te Ching: "O Tao que pode ser dito não é o Tao Verdadeiro".

Aos que se interessam nessa reflexão recomendo que leiam o Tao Te Ching (disponível aqui) e vejam o filme. 

Sinopse de O Pálido Ponto Azul:

No dia 14 de fevereiro de 1990, tendo completado sua missão primordial, foi enviado um comando a Voyager 1 para se virar e tirar fotografias dos planetas que havia visitado. A NASA havia feito uma compilação de cerca de 60 imagens criando neste evento único um mosaico do Sistema Solar. Uma imagem que retornou da Voyager era a Terra, a 6.4 bilhões de quilômetros de distância, mostrando-a como um "pálido ponto azul" na granulada imagem.

Sagan disse que a famosa fotografia tirada da missão Apollo 8, mostrando a Terra acima da Lua, forçou os humanos a olharem a Terra como somente uma parte do universo. No espírito desta realização, Sagan pediu para que a Voyager tirasse uma fotografia da Terra do ponto favorável que se encontrava nos confins do Sistema Solar. 

 

Retirado do site "Oriente Médio Vivo". 

 
Com a série de crimes, acusações e investigações protegidas pela administração Bush, seria normal que a “contratada de segurança” Blackwater sofresse com a sua imagem corporativa. Entretanto, muito pelo contrário, o que ficou claro é que a principal empresa de mercenários no Iraque cumpriu perfeitamente o seu trabalho, conforme o designado pelo governo dos Estados Unidos. Com novo nome e nova logomarca, a milícia está pronta para novos desafios.


A Blackwater emprega a maioria dos mais de 18 mil mercenários que agem ao lado das forças de ocupação no Iraque, contratados para “fazer o trabalho sujo” no país. Devido à sua imunidade legal, os mercenários cumprem as missões criminosas, como execuções de suspeitos e explodir alvos controversos – como a mesquita xiita de Samarra, que deu início à “guerra sectária”. De acordo com fontes iraquianas, muitos dos tiroteios em áreas civis, sunitas e xiitas, foram iniciados pela própria Blackwater. Antes do fim de 2007, a empresa teve seu contrato renovado com a administração Bush, ao assinar novos contratos federais.


Com a renovação do contrato, veio também a renovação da empresa. A Blackwater USA (como era o nome original) se transformou em Blackwater Worldwide, mudança que marca o sucesso corporativo do negócio. A ameaçadora logomarca original – uma pata de urso estilizada com uma mira de arma sobreposta – se transformou em uma pata de urso menos agressiva dentro de dois semi-ovais vermelhos, revelando a idéia de um globo terrestre, como o novo nome apresenta – Worldwide –, que se assemelha ao da logomarca da ONU. Ironicamente, em seu novo website, a empresa se classifica como “guiada por integridade, inovação e um desejo de um mundo mais seguro”.


Como o novo nome e logo indicam, a Blackwater não mais apenas tem a intenção de “proteger os Estados Unidos”, mas também todo o mundo. Entre os novos projetos federais da empresa estão a criação de uma subempresa intitulada Greystone, registrada em Barbados, que oferece, em suas próprias palavras, “pessoal dos melhores exércitos de todo o mundo”; a Prince’s Total Intelligence Solutions, dirigida por 3 veteranos da CIA, que oferece serviços como os realizados pela CIA para corporações e governos; um serviço de aviação da Blackwater, que conta hoje com mais de 40 aeronaves, destinado a operações de pouso em locais de difícil acesso (recentemente, o Brasil vendeu meia dúzia de Embraer EMB-314 Super Tucanos à Blackwater). Como ficou claro, a empresa de mercenários se consolidou como parte do governo estadunidense – o seu braço paramilitar.


Segundo o mais recente relatório oficial do governo estadunidense sobre a Blackwater, “a empresa de serviços de segurança esteve envolvida em pelo menos 195 tiroteios no Iraque desde 2005”. Em cerca de 80% desses casos, “a Blackwater abriu fogo antes de ser atacada”. Apesar disso, não há qualquer acusação formal contra a empresa sobre nenhum desses casos. Ainda em 2004, o Pentágono ficou em uma posição delicada quando vídeos publicados pela Resistência Iraquiana mostraram quatro mercenários mortos (contratados pela Blackwater), após estarem infiltrados em bairros xiitas de Bagdá. Outros contratados pela empresa foram detidos por forças iraquianas quando realizavam “operações de risco” em áreas não cobertas pela Blackwater, sendo mais tarde libertados por pressão dos Estados Unidos.


O sucesso corporativo da Blackwater deixou claro que, na era da globalização, as guerras se tornaram apenas mais uma indústria a ser explorada. Os crimes e escândalos causados pela organização não impediu o seu progresso financeiro – pelo contrário, o contrato foi renovado com o Pentágono, como se tivessem passado no primeiro grande teste. Com a nova Blackwater, considerada a mais radical privatização na história dos Estados Unidos, em que mercenários se tornaram oficialmente parte do aparato de guerra do governo, abre-se um novo capítulo da política de guerra do país. Enquanto esse sistema não for derrubado, o mundo é o limite para a Blackwater Worldwide – e, como as mudanças mostram, eles sabem disso.


Por Humam al-Hamzah

Oriente Médio Vivo

www.orientemediovivo.com.br

Espírito do Tempo 

Zeitgeist é um termo alemão cujo significado é "Espírito do Tempo". O Zeitgeist significa, em suma, o nível de avanço intelectual e cultural do mundo em uma época. A pronúncia alemã da palavra é tzaitgaist, de acordo com o Dicionário Escolar Michaelis de Alemão.

Já o Zeitgeist em questão é Zeitgeist The Movie, um filme de 2007 produzido por Peter Joseph (pseudônimo de James Coyman) da GMP LLC, que apresenta uma série de teorias sobre as origens astrológicas e pagãs do cristianismo, a conspiração por trás dos ataques de 11 de setembro e os verdadeiros objetivos da sociedade secreta que articlou a criação da Reserva Federal dos Estados Unidos. O filme foi lançado online, livremente, via Google Video em Junho de 2007. 

Zeitgeist é dividido em três partes:

  • Primeira parte: "The Greatest Story Ever Told" ("A maior história já contada")

  • Segunda parte: "All The World's A Stage" ("O mundo inteiro é um palco")

  • Terceira parte: "Don't Mind The Men Behind The Curtain" ("Não se preocupe com os homens atrás da cortina")

A primeira parte é uma análise crítica do cristianismo, sugerindo que Jesus foi apenas um híbrido literário e astrológico e que a bíblia é uma miscelânea de histórias baseadas em princípios astrológicos pertencentes a civilizações antigas.

 

Já a segunda parte expõe evidências de que o governo dos EUA já sabia dos ataques de onze de setembro e que a queda das torres gêmeas foi uma demolição controlada. O objetivo de permitir tal trajédia, segundo Zeitgeist, é ter uma desculpa para iniciar uma nova fase do imperialismo norte-americano sob controle do império apátrida das corporações, que por sua vez são controladas por redes secretas de interesses.

 

A terceira parte do filme, a que mais incomoda por ser extremamente atual, afirma que a Reserva Federal dos Estados Unidos da América foi  articulada por uma sociedade secreta, visando obter os maiores lucros possíveis, nem que para isso seja necessário delcarar guerras que obriguem o governo a se endividar com a Reserva Federal.

 

O filme mostra o quanto foi lucrado e quem lucrou com as seguintes guerras e crises econômicas: crise de 1907, crise de 1929, Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Guerra do Vietnã, Iraque e Afeganistão. O filme também aborda os preparativos para uma futura intervenção à Venezuela (não fica claro como se derá essa intervenção).

 

Zeitgeist defende a tese de que o objetivo dessa sociedade secreta é o controle da humanidade através de um governo mundial e uma moeda unificada, cujas transações serão efetuadas através de um chip implantado em cada ser humano. 

 

A três partes do filme se entrelaçam entre si, principalmente a segunda e a terceira, que têm em comum a participação de diversas gerações da família Bush em seu enredo. 

 

O ZDay: mobilização em rede com marketing viral e marketing de guerrilha

 

Por enquanto, além do Google Video, o filme só tem circulado pela internet através de programas P2P, como emule e torrent. Fora da internet está se formando uma corrente que lembra muito o marketing viral, onde os que assistiram o documentário são estimulados a passar a mensagem para o maior número possível de  pessoas. Geralmente, quem assiste o filme até o fim sente uma angústia e impotência, restando ao mesmo, à curto prazo, somente a opção de passar a mensagem adiante; seja gravando cópias do filme, convidando amigos à assistirem ou simplesmente divulgando o link no Google Vídeo. Em menor escala pode-se supor que táticas de marketing de guerrilha estejam envolvidas na divulgação do filme, visto que o mesmo faz sucesso em redes sociais adeptas das teorias da conspiração, que são acostumadas à utilizar táticas desse tipo de marketing.

 

Visando potencializar esse Marketing Viral de Zeitgeist seus protures estão articulando o ZDay no dia 15 de março de 2008. O ZDay será um dia mundial de exibições públicas e privadas de Zeitgeist por fora do mainstream. A articulação desse "dia de ação global" está sendo centralizada no site do filme, aonde consta uma listagem de todas as exibições que estão sendo articuladas para esse dia. Há diversas exibições sendo programadas no Brasil. Quem quiser organizar uma exibição é só baixar o filme e se inscrever no site.

 

É visivel que essa é uma estratégia copiada dos Dias de Ação Global, que eram articulados pelo movimento de resistência global (ou anti-globalização como a mídia chamava), que teve seu auge entre os anos de 1998 e 2003. O site de Zeitgeist incentiva diversas formas de ativismo baseadas nas teses do filme, como uma campanha pela reabertura das investigações do onze de setembro; uma campanha contra a implementação da União Norte Americana (uma espécie de NAFTA anabolizado inspirado na União Européia) e uma campanha à favor do obscuro candidato republicano à presidência Ron Paul (libertarian ou anarco-capitalista), que é apoiado pelos produtores do filme por se opor ao projeto da União Norte Americana, por ser contra o Patriotc Act, contra a vigilância da internet e por defender do fim da Reserva Federal.

 

Críticas ao filme

 

Os críticos de Zeitgeist falam que muitas evidências levantadas não tem fontes claras, e questionam  o fato do filme utilizar diversas cenas de noticiários sem datá-los ou contextualiza-los e citações de livros sem falar o número das páginas de onde essas citações são tiradas, o que dificulta a verificação das mesmas. Mas o maior ataque ao filme é taxa-lo de idiotice de internet e nova moda dos aficcionados em Teorias da Conspiração.

 

Porém, com uma pesquisa mais atenciosa no site de Zeitgeist é possível encontrar todos os créditos e referências que seus críticos alegam não existir. Agora, se as fontes usadas no filme sao confiáveis fica a critério de cada um. Quem quiser conferir clique AQUI.
 

O que importa nesse filme? 

 

Creio que a novidade mais marcante envolvendo Zeitgeist é a forma como ele está sendo distribuído e divulgado, totalmente por fora do maistream e combinando técnicas colaborativas com táticas de mobilização em rede. É uma idéia que pode ser usada por outros produtores, campanhas políticas e redes de mobilização; desde que criem um produto com grande potencial de comoção como é Zeitgeist. 

 

Fora isso, independente das críticas e elogios e do viés anarco-capitalista, o filme tem o mérito de expor assuntos desconhecidos para a maioria das pessoas; como as controvérsias no caso do onze de setembro, o papel da reserva federal, a história das religiões, a União Norte Americana e outros temas que são extremamente obscuros para a maioria da população. Não se pode esquecer que a iniciativa de divlgar o filme através de dias de exibição expontãnea, organizadas por pessoas comuns, é um grande incentivo à criação de redes de trabalho ativista/militantes e à inclusão de mais cidadãos comuns nos debates da vida pública. Talvez esse filme seja o primeiro passo na vida política de muita gente. Só espero que ignorem a mensagem de apoiar um anarco-capitalista como Ron Paul. 

 

Já a repercurssão que está dando nos países de língua portuguesa, especialmente o Brasil, é decepcionante. Dando uma fuçada nos fóruns de internet e comunidades que estão discutindo o filme percebe-se que o nível da discussão está bem baixo. A principal polêmica em torno dos debates é sobre a primeira parte do filme. O que tem de cristão que está revoltado, e anti-cristãos felizes, não é brincadeira. Em todos os fóruns só se discute isso, quase não se lê sobre a tese do onze de setembro ou da Reserva Federal. E pior, quando se discute as outras teses é pra falar coisas absurdas como: "Bush é enviado do diabo". Sei lá, acho que é reflexo da despolitização da sociedade brasileira. Aqui, a mentalidade de boa parte do povo ainda não chegou na modernidade e tem na religião o centro de tudo o que é sério na sua vida. Nosso zé povinho não consegue ir muito além do que conhece cotidianamente. Onze de setembro, Reserva Federal....ao que parece já é exigir demais.

 

Desde pequeno me interesso por artes marciais. Quando criança e adolescente pratiquei Judô, Karatê Shotokan, Taekwondo, Hapkido e Boxe. Mas como muitos jovens cometi a besteira de me viciar em cigarro e adquiri o péssimo hábito de "beber socialmente". Com o tempo esses desvios foram me afastando das artes marciais até que, finalmente, desisti de praticá-las aos 20 anos de idade.

Porém, nos ultimos dois anos e meio fui me livrando dos vícios que adquiri na minha adolescência e há seis meses voltei a treinar totalmente "limpo". Atualmente, uma boa parte do meu tempo livre invisto na pratica do Wushu e em pesquisas sobre artes marciais. Foram nessas pesquisas que descobri algo inusitado: duas Artes Marciais portuguesas, o Contato Total Português e o Jogo do Pau.

Contato Total Português

O Contato Total Português é uma "arte marcial militar" desenvolvida pelo mestre Adriano Silva, ex-combatente das forças armadas portuguesas e praticante de artes marciais desde os 4 anos de idade; quando recebeu de um monge budista japonês a oportundade de treinar Shorinji Kempô. Durante os 4 anos em que serviu no exército português - lutando nas guerras coloniais do continente Africano - mestre Adriano foi aprimorando sua técnica, ocasião em que surgiu a idéia de codificar um estilo próprio de luta chamado "Contato Total Português"; que se constitui em defesas e ataques através de golpes selecionados do Kung Fu, Kempô, Jiu Jitsu, Muay Thai e Kick Boxing.

Em 1979 Adriano traz o Contato Total Português ao Brasil e elege São Paulo como a sede mundial do estilo. Atualmente, já se formaram mais de 500 faixas-pretas com associações em vários estados brasileiros, Portugal e diversos países europeus e africanos. Além das aulas abertas foram sistematizados cursos especiais que Adriano e sua equipe disponibilizam para governos e empresas de segurança, misturando artes marciais e as técnicas de guerrilha do exército português . 

Jogo do Pau 

O Jogo do Pau já tem mais tradição do que o Contato Total Português, sendo difícil de definir sua origem. Mas é certo que se originou dos bastões que eram levados pra cima e pra baixo pelos pastores e camponeses até poucos anos atrás. A palavra “jogo” não tem o sentido de “brincadeira”, mas o de “técnica” ou “manejo”.

No século XX ainda eram frequentes por Portugal, mas com destaque para o norte do país, os combates de pau nas feiras e romarias. Por vezes estas rixas envolviam aldeias inteiras, outras vezes as lutas eram individuais, ou de um jogador contra vários. Era o tempo dos “puxadores” (nome que se dava aos jogadores do Norte) e dos “varredores de feiras” (jogadores que se deslocavam às feiras e romarias para desafiarem outros, provando assim o seu valor através da vitória contra todos).

O Jogo do Pau começou um processo de organização a nível nacional com a fundação, em 1977, sob impulso de Mestre Pedro Ferreira, da Associação Portuguesa de Jogo do Pau. As várias escolas e clubes estão hoje organizadas numa estrutura representativa, a Federação Portuguesa de Jogo do Pau.

Sites:

Contato Total Português

Jogo do Pau