Retirado do Blog do Sério Amadeu.

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Para incentivar o desenvolvimento de software livre no Brasil propomos que o Congresso Nacional aprove o projeto de Lei abaixo. Quando estive no governo, percebi que o Fundo que concentra os recursos da Lei de Informática é majoritariamente aplicado em software proprietário. Conversando com várias pessoas da comunidade, achamos que deveríamos reivindicar que uma parte dos recursos do Fundo fosse destinado para os desenvolvimento de projetos de sofwtare livre. Hoje, vários projetos não têm incentivo algum. Vinte por cento de aproximadamente 70 milhões anuais do Fundo é um recurso indispensável para alavancar a criatividade e a inovação de milhares de desenvolvedores de código aberto e não-proprietário.

Se você quer apoiar este projeto deixe um recado aqui. Vamos aumentar nossa lista de apoiadores. Nessa semana o João Cassino e o Bimbo estarão conversando com alguns deputados para apresentar este projeto. O deputado Paulo Teixeira de São Paulo que teve uma atuação decisiva para a derrota do padrão OOXML já se dispôs a apresentar o projeto e batalhar pela sua aprovação.

Junte-se a nós. Ah! Peço que reproduzam nos blogs e listas o projeto.



Projeto de Lei, dispõe sobre o financiamento de desenvolvimento de softwares livres.


Art. 1º Vinte por cento (20%) dos recursos anualmente gastos pelo
CTInfo - Fundo Setorial para Tecnologia da Informação (instrumento de
criação: Lei nº

10.176, de 11.01.2001), deverão ser destinados para o desenvolvimento
de softwares livres.

Art. 2º Para os efeitos desta Lei, considera-se:

I - Software: programa de computador. Sequência de instruções a serem
seguidas e/ou executadas, na manipulação, redirecionamento ou
modificação de um dado/informação ou acontecimento.

II - Software livre: qualquer programa de computador que pode ser
usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma
restrição. A maneira usual de distribuição de software livre é anexar
a este uma licença de software livre, e tornar o código fonte do
programa disponível.

Art. 3º Poderão solicitar o financiamento, a qualquer tempo,
combinando recursos reembolsáveis e não-reembolsáveis, empresas,
universidades, institutos tecnológicos, centros de pesquisa,
cooperativas e outras instituições públicas ou privadas, inclusive
comunidades de desenvolvedores, através de editais lançados pelo
CTInfo.

Art. 4º Os projetos de software livre deverão ser aprovados pelo
Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio de um conselho composto
por integrantes da comunidade de software livre, instituído por uma
portaria do MCT.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 6° Revogam-se as disposições em contrário.


ASSINAM:

Antonio Terceiro
Carlos Cecconi
Deivi Lopes Kuhn
João Cassino
Jomar Silva
Júlio Neves
Livia Sobota
Marcelo Marques
Mário Teza
Pedro A. D. Rezende
Ricardo Bimbo
Rodolfo Avelino
Rubens Queiroz de Almeida
Sergio Amadeu da Silveira
Sérgio Rosa
Vicente Aguiar
Wagner Meira Jr.

HPV na VaginaO Vírus do papiloma humano (VPH) ou HPV (do inglês Human Papilomavirus) é um vírus que infecta os queratinócitos da pele ou mucosas, e possui mais de 200 variações difentes.

A principal forma de transmissão do HPV é por via sexual, sendo a doença sexualmente transmissível (DST) mais frequente. Estima-se que 25 a 50% da população feminina mundial esteja infectada, e que 75% das mulheres contraiam a infecção durante algum período das suas vidas. Pode ser considerada uma epidemia dos tempos atuais, estranhamente ignorada pela mídia e pelos governos.

O exame de rastreio para diagnóstico destas alterações é a citologia cervical ou Papanicolau. A infecção também pode ocorrer no homem, embora as manifestações clínicas sejam menos frequentes do que na mulher. O uso da camisinha diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitar totalmente) e por isso é recomendado o seu uso em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis. Qualquer sinal de manifestação das bolhas de HPV devem servir de alerta para um intervalo nas relações sexuais e procurar um médico.

Foram desenvolvidas duas vacinas contra a infecção pelo HPV, a saber:

1) O laboratório Merck Sharp & Dohme desenvolveu uma vacina tetravalente, ou seja, contra quatro tipos de HPV(6, 11, 16 e 18), responsáveis por 90% das verrugas genitais em homens  e mulheres (HPV 6 e 11) e 70% dos casos de câncer de colo uterino na mulher (HPV 16 e 18). Trata-se de uma vacina que utiliza partículas semelhante ao vírus chamadas VLP (vírus-like particles), portanto uma vacina incapaz de causar doença e não oncogênica. Nos estudos mostrou eficácia de 100% para verrugas genitais e neoplasia intra-epitelial cervical (NIC), para os tipos contidos na vacina. Para a infecção contra o HPV (6,11,16 e 18) mostrou eficácia de 90%.

Esta vacina foi liberada pela ANVISA e já está disponível ao público. Foi aprovada para uso em mulheres de 9 a 26 anos de idade. Estudos com outras faixas etárias e em homens estão sendo desenvolvidos.

Será administrada via intra-muscular, em 3 doses, sendo a primeira dose na data escolhida  e as demais doses com intervalos de 2 e 6 meses a partir da primeira dose. As reações adversas foram poucas e semelhantes às outras vacinas em uso. Até o momento não há indícios de necessidade de doses de reforço.

2) O laboratório Glaxo Smith Kline está em fase final de desenvolvimento da sua vacina, será uma vacina bivalente contra os HPV 16 e 18, portanto apenas contra os tipos que causam câncer. Também é uma vacina produzida a partir das VLP (vírus-like particles) e os estudos mostram que se trata de uma vacina altamente eficaz.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer o Brasil poderá incorporar a nova vacina ao calendario anual de imunização, mas o tratamento completo custa cerca de R$ 820,00 e dura 6 meses. Isso implicará em um processo de negociação com os laboratórios, no sentido de que a sua incorporação ao SUS possa se dar na melhor relação custo benefício. É fundamental estudar a possibilidade de desenvolvimento de métodos de produção e distribuiçãoda vacina e ter claro que a adoção da vacina não substituirá a realização rotineira do exame Papanicolau. 

Links externos:

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=327

http://pt.wikipedia.org/wiki/HPV

http://www.delboniauriemo.com.br/hpv.php 

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2007/10/09/298077620.asp 

Publico aqui um relato do meu amigo Alessandro sobre o No Border Camp da Inglaterra.

 Boa leitura

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No Border 

No Borders Camp. Foram 5 dias de acampamento. Para uns outros foram 10. Estar acompanhando e colaborando com o acamapamento realizado entre os dias 19 e 24 de setembro, realizado proximo ao aeroporto de Gatwick, Inglaterra, foi de fato antes de mais nada bastante inspirador. Nesse local esta em fase de acabamento um novo centro de detencao de imigrantes. Mesmo o governo ja tendo anunciado a possivel data de inicio de funcionamento desse centro, centenas de pessoas nao aceitam o fato da crescente politica europeia de criminalizacao dos imigrantes.


Pessoas vindas de todas as partes da Inglaterra, mas tambem da Alemanha, Franca, Espanha, Mexico, Holanda, Brasil, , Portugal, Zimbabuwe, Australia, Palestina, Italia, Escocia, Irlanda, Pais Basco, Dinamarca e Finlandia estavam presentes. Estive por la dois dias antes de comecar o acampamento e pude me familiarizar bastante com o jeito ingles de organizar encontros dessa natureza.


Primeiro creio ser interessante esclarecer que apesar do acampamento chamar No Borders, seus organizadores fazem parte de uma rede ja existente na Europa que vem a mais de 5 anos lutando contra politicas segregacinistas e xenofobicas. Reivindicam principalmente a libertacao de todos os imigrantes presos em varios centros de detencao pela Europa, mas tambem a livre circulacao de pessoas. “Ninguem eh ilegal” eh o que dizem a todo momento. Essas pessoas entendem a responsabilidade historica dos paises ricos da Europa para com a miseria e desiqualdade social e economica dos paises mais pobres, particularmente Africa. Acreditam que todos aqueles que chegam a Europa, seja por razoes economicas ou politicas, merecem respeito e solidariedade, e nao o encarceramento que tem sido praticado.


A Rede No Borders eh uma coalizazao de grupos menores que sao autogestionados, horizontais e autonomos. As decisoes sao tomados por consenso e em assembleias. Nao ha nenhuma forma de hierarquia, seja entre os grupos ou os individuos presentes. Todo o acampamento foi feito depois de diferentes divisoes de tarefas, decididas principalmente nos ultimos 3 meses. As assembleias que precederam o dia 19 tinahm em torno de 70 pessoas, depois esse numero passou para 150 e ouveram dias que tinham em torno de 250.

Mas sera que a coisa funciona mesmo? Participei praticamente de todas as assembleias e posso afirmar que sim. Assembleias diarias foram feitas para organizar o espaco, garantindo o melhor modo possivel para se ter comida, higiene, seguranca, organizacao das oficinas, e aquilo mais que fosse necessario. Uma coisa que me chamou muita a atencao nas assembleias era a paciencia e a educacao para cada um poder se expressar. Eu ficava lembrando de varias assembleias que perticipei no Brasil e ria comigo mesmo: sempre um caos e um quebra-pau enorme, mas a coisa acabava acontecendo tambem. Jeitos distintos de se fazer a mesma coisa.


Talvez por sermos tao parecidos e diferentes ao mesmo tempo isso funcione um pouco mais tranquilo, mas claro que haviam desentendimentos e as vezes provocacoes. Isso tambem era trabalhado pacientemente. Eram tantos sotaques e idiomas que as vezes ficava dificil entender o que cada um tentava realmente comunicar. Porem nunca impossivel. Cozinhei com ingleses, irlandeses, escoceses e espanhois e acho que ate que nos saimos bem. Fiz a seguranca do acampamento com alemaes e italianos. Carreguei lenha para o fogo com africanos. Dancei com australianos e bebi com pessoas que nem tenho ideia de onde eram. Sim, as pessoas tambem se divertiram. Ja dizia Emma Goldman: “se eu nao puder dancar nessa revolucao, essa nao sera minha revolucao!”


Havia uma programacao extensa de atividades. Dentro do acampamento houveram oficinas sobre solidariedade ao povo de Oaxaca no Mexico e Palestina. Solidariedade com os imigrantes presos em varios lugares da Europa, principalmente na Inglaterra, Franca e Holanda. Muitas exibicoes de filmes ativistas, principalmente de acoes direitas contra centros de detencao (o melhor que pude assitir foi de uma acao que os holandeses fizeram em uma barco-prisao. Ocuparam o barco por um dia inteiro e fizeram ate uma rave dentro!).

Tambem participei de uma oficina muito interessante sobre apoio psicologico decorrente de traumas causados por alguma acao politica. Eram duas inglesas falando de diversas experiencias com pessoas torturadas em delegacias e prisoes, assim como manifestantes que foram duramente reprimidos em marchas de protesto. Tambem pude participar de uma reuniao dos Anarquistas contra o Muro. Saber como anda a atuacao de anarquistas contra o muro de Israel na Palestina. Tambem houveram muitas reunioes para se fortalecer acoes anti-deportacoes.

Na Belgica e na Alemanha existem boas experiencias de grupos que construiram nos campos e nas florestas espacos para abrigar refugiados. Isso eh muito curioso. A politica adotada por quase todos os paises europeus com relacao aos refugiados que pedem asilo por aqui, tem sido de mesmo impacto que com os imigrantes que chegam sem “papeis”. Geralmente sao encaminhados para algum centro que o governo chama hipocritamente de abrigo e essas pessoas perdem completamente sua liberdade. Sao prisoes que nao permitem que esses refrugiados saiam em hipotese alguma. Cada processo eh avaliado individualmente para julgar se esse pessoa realmente temnecessidade de asilo politico.

Dependendo do pais, como por exemplo no caso da Filandia, a pessoa depois de “liberada” recebe um visto de um ano para permanecer la, mas nao pode trabalhar, estudar ou mesmo contar com servicos de saude. Ela fica obrigada a permanecer em um tipo de albergue e somente ali pode receber alguma ajuda com comida e saude basica. Conehci experiencias que falavam de ocupacoes para refugiados e ate mesmo pessoas que abriam as portas de suas casas para abrigar algumas dessas pessoas.


O acampamento tambem visava ser um ponto de referencia para as acoes que estavam sendo planejadas para os dias 21 e 22. No dia 21 aproximadamente 200 pessoas foram ate a cidade de Crawley (30km do acampamento) onde ficam dois centros de detencao de imigrantes e refugiados. O ato era pacifico e buscava mostrar para as pessoas detidas nesses predios que havia solidariedade e resistencia. Uma comissao foi formada para visita-los e entregar um documento para as autoridades inglesas reinvidicando a liberdade de todos imediatamente. Havia um forte aparato policial e como nao podia deixar de ser, muita provocacao por parte do braco armado do Estado. 5 pessoas acabaram presas, mas foram liberadas em 24h. O ato durou aproximadamente 4 horas. Depois vontamos para o acampamento para continuar com a organizacao do ato do dia 22, que era o ato com maior enfase.

No dia seguinte eram pouco mais de 500 pessoas. Muitos foram de trem, onibus e mesmo de bicicleta. A concentracao teve inicio por volta de meio dia nos jardins do shopping center que da acesso a aerea do aeroporto. O caminho tinha aproximadamente 6 km ate a frente do centro de detencao. Uma batucada animava os manifestantes e as pessoas ficavam se perguntando o que estava acontecendo ali. Incrivel como as opinioes se dividiam. Muitos aplaudiam e diziam realmente ser um absurdo o que o governo estava fazendo. Mas existiam outros que xingavam e gritavam palavras bem racistas.

A policia caminhava praticamente dentro da manifestacao e de tempos em tempos usavam de algum argumento absurdo para tentar prender alguem. Isso nao acontecia com facilidade por que os grupos de afinidade e outras pessoas tambem partiam para cima dos policiais tentando forca-los a soltar o manifestante. Quando chegamos em frente onde sera o centro de detencao alguns discursos foram feitos. Muitas pessoas da Africa e Iraque tomam a palavra inicialmente. O microfone esta livre para quem quiser se pronunciar. Ficamos cerca de 1 hora parados e a manifestacao entao comecou a se dispersar. Faixas continuram erguidas e gritos de protesto ainda eram ouvidos quando voltamos para o acampamento depois de 6 horas de mobilizacao.


No fim do dia existe bastante afinidade e apesar de tantos idimas diferencas, ha um soh coracao. Na manha do domingo depois do cafe, aconteceu a ultima assembleia do acampamento. Fico com a impressao de que tenha sido positivo e enriquecedor para todos os envolvidos. Muito trabalho ainda precisa ser feito e todos sabem que nao sera facil. Entretanto ha uma certeza: que apesar de dificil, nao eh impossivel. Nao existe nada que nao possa ser revertido, mudado e transformado. Em tempos passados houveram epocas dificeis tambem, mas por nao desistirem eh que a historia continuou a ser feita. Agora chegou nossa vez e nestes tempos de sutil opressao e apatia, sao encontros como esses que nos alimentam e nos inspiram.


3 dias mais foram necessarios para desmontar todas as barracas, tapar todos os buracos e recolher toda sujeira. O mesmo processo iniciado para a organizar o acampamento prosseguiu ate o ultimo instante. Bom,digo ate logo para os novos amigos e parto com a alegria de seguir em frente, sabendo que nao estou sozinho.


Para mais informacoes e fotos do acampamento e dos atos:
http://www.noborders.org.uk/
http://www.indymedia.org.uk/en/actions/2007/nobordercamp/


Free Burma!

Che GuevaraPois é, dia 09 de outubro completará 40 anos que a CIA assassinou Che Guevara nas selvas bolivianas. Prevendo uma avalanche de homenagens, reportagens e outras iniciativas que lembrem um dos mais significativos revolucionários da história a revista Veja (um dos partidos midiáticos da direita brasileira) publicou uma mega-reportagem com sua análise sobre o comandante, chamando toda a obra de  sua vida de "farsa" e taxando-o de "assassino".

Bom, não acho que ele tenha sido perfeito haja visto que era um ser humano, mas chamar o Che de assassino, na minha opinião, é totalmente equivocado. Eu não gosto de mortes, mas não sei de nenhuma guerra ou revolução que tenha acontecido sem sangue. Mesmo a tão propagandeada campanha pela libertação da Índia, liderada pelo pacifista Gandhi, teve mortes de ambos os lados.

Não ficarei aqui defendendo o comandante dos ataques da direita, sei que pessoas melhores já estão fazendo isso por mim. Quero apenas prestar minha singela homenagem ao Che.

Tenho consciência de muitos defeitos do homem Che Guevara, mas não posso negar que a imagem e a história dele foram fundamentais na minha inspiração política. Em diversos momentos difíceis da minha militância (e mesmo da minha vida pessoal) o exemplo de coragem, determinação e compaixão do Che foram fundamentais pra que eu não virasse mais um jovem lobotomizado pela mídia e pelo estilo de vida tosco movido a alienação, baladas enlatadas e vícios.

Até hoje me inspiro no exemplo de Che Guevara e agora, prestes a completar 40 anos de sua morte, fico feliz em constatar que seu exemplo não foi esquecido; e que não será uma reportagem no maior folhetim da direita brasileira que apagará seu legado revolucionário no coração da juventude digna e rebelde da América Latina.

Segue alguns vídeos em homenagem ao comandante. Peço especial atenção ao segundo, um Hip Hop feito por jovens cubanos. O ultimo é uma versão "pop" de Hasta Siempre.