To postando uma ótima análise do camara Henrique, voluntário do CMI. Ele mantém um portal conhecido como Xamã, cuja apresentação coloco abaixo:
 
"O Portal Xamã é a manifestação experimental de um projeto de doutoramento em curso no Laboratório de Estudos Audio-Visuais, OLHO-UNICAMP. O projeto investiga a produção e circulação de imagens (foto-video) na internet a partir de ações concretas de ativismo político. O objetivo é traçar relações entre as formas de ver-representar e as configurações políticas emergentes. Partindo dessas imagens, as questões nos levarão indiretamente para uma reflexão a cerca das mutações da subjetividade e das formas de conhecimento implicadas nesta produção."
 
O ensaio no link abaixo procura traçar relações entre as dificuldades sentidas durante o percurso fotográfico e as imagens geradas durante o dia e os desafios políticos que estão colocadas para as formas de luta social contemporânea. Um raro exemplar de excelência acadêmica sintetizado num artigo de leitura acessível.

O texto com as imagens está no link abaixo:
http://xama.incubadora.fapesp.br/portal/ensaios/ensaio-fotografia-politica.pdf/view
Qual a relação do novo programa habitacional da Venezuela com a repressão às fábricas ocupadas brasileiras CIPLA-Flaskô-Interfibra? Desde 2005, quando ocorreu em Caracas, Venezuela, o I Encontro de Latino-americano de empresas recuperadas,  as empresas brasileiras estabeleceram diversos acordos de cooperação e transferência tecnológica com o governo bolivariano da Venezuela.
 
Um dos resultados desses acordos foi a fundação da Petrocasa, empresa estatal "socialista" ligada a Pequiven, subsidiária da PDVSA (estatal petrolífera venezuelana) no ramo petroquímico. A Petrocasa é fundamental para a nova política habitacional do governo Chávez, pois através da tecnologia adquirida com as empresas ocupadas brasileiras, empresas alemãs e empresas austríacas, a Petrocasa constrói, desde sua inauguração, casas de PVC para as famílias de baixa renda da Venezuela.
 
As casas de PVC são fáceis de montar (em certa medida lembra o jogo Lego), custam menos da metade do preço de uma casa de alvenaria equivalente, mantém temperaturas estáveis tanto em dias frios quanto dias quentes, resistem a balas 9mm e o melhor de tudo: são anti-inflamáveis. As casas de PVC tem 70 metros quadrados, contam com 3 quartos, dois banheiros, uma sala de jantar, cozinha e área de serviço. O governo pretende construir a maioria das "petrocasas" em sistema de mutirão, coordenado pelos conselhos comunais, uma estratégia que pretende transformar a  solução do problema habitacional num dos pilares na construção do poder popular.
 

Uma informação que não encontrei foi o impacto ambiental dessas casas de PVC. Fabricar tanto PCV não deve ser das atividades mais limpas do planeta. É uma informação importante levando-se em conta que o governo venezuelano pretende construir mais duas fábricas da Petrocasa; e até 2010 espera produzir 60.000 casas por ano.  Além das casas estão nos planos da empresa "socialista" a construção de escolas, hospitais e até prédios de 5 andares, todos de PVC. 

Porém, como boa parte da assessoria técnica vinha das fábricas ocupadas brasileiras fica o questionamento de como a intervenção da justiça brasileira vai afetar o desenvolvimento desse programa habitacional. O silêncio do governo venezuelano sobre a intervenção judicial também é uma incógnita. Diversos movimentos sociais venezuelanos, incluindo fábricas ocupadas e meios alternativos daquele país, já se manifestaram contrários à internvenção.

Postei alguns vídeos venezuelanos sobre a Peterocasa. Na internet havia um muito engraçado aonde o Chávez falava dssas casas no seu programa televisivo "Alo Presidente", mas ao que parece não tem no Youtube. Porém, as mesmas cenas do teste do fogo e da bala 9mm aparecem no primeiro vídeo abaixo. Mesmo sem o Chávez aplaudindo as imagens são muito engraçadas, parecem aquelas propagandas de canal de compras falando de "facas Ginsu" ou "meias Vivarinas" hahaha. Essa revolução bolivariana ao mesmo tempo que me intriga me dá medo, muito medo.

Ótima montagem que critica as concessões de TV no Brasil, especialmente a da rede Globo.  Mais informações sobre a concessão da rede globo nesse link AQUI.

O segundo semestre de 2007 promete ser agitado nas discussões sobre as concessões de TV, haja visto que a concessão das principais retransmissoras da Globo expiram esse ano.

Sei que o vídeo está bem batido, mas quero colaborar com sua difusão. É um raro flagrante de abuso da elite brasileira com o povo pobre. Lamentável. É um vídeo caseiro, gravado em um apartamento de luxo no bairro de Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, que mostra membros da elite econômica carioca se divertindo ao atirar ovos do alto de uma varanda.

Elenco

Participam do vídeo o neto do ex-governador do estado do Rio de Janeiro Leonel Brizola, João Eduardo Brizola, sua amiga Daphne, a socialite à celulite Narcisa Tamborindeguy, o socialite e apresentador do SBT Bruno Chateaubriand, o diretor da TV Globo José Bonifácio Brasil de Oliveira, o Boninho, a atriz da TV Globo Ana furtado e a filha caçula do compositor Antônio Carlos Jobim, o Tom Jobim, Maria Luiza Jobim.

O Vídeo

O vídeo, dividido em duas partes, foi divulgado no site Youtube pelo próprio João Eduardo Brizola, sendo descoberto pelo blog Surra, que postou links para a visualização do vídeo no dia 31/07/2007. No dia seguinte, o blog Kibeloco também postou os links para os vídeos, tornando-os bastante populares, sendo visto mais de 50.000 vezes em menos de 24 hrs e transformando-os em assuntos de diversas fontes de notícias, como o jornal Extra. Com a repercussão negativa do vídeo perante a sociedade, o vídeo foi bloqueado no site Youtube a pedido dos envolvidos na noite do dia 02/08/2007, embora pudesse ainda ser visualizados em outros sites, como a própria edição online do jornal Extra.

fonte das informações: Ovos em Ipanema

Enquanto isso, na Argentina...

Esse vídeo nojento me faz pensar que enquanto no Brasil a elite se diverte jogando ovos no povão, na Argentina é o povo quem joga ovos na elite através dos famosos escraches populares.

 

A palavra “escrache” vem da linguagem popular. Significa por em evidência, trazer à luz. Os Escraches surgem como resposta à impunidade que os governos democráticos haviam garantido aos genocidas da ditadura militar. Inicialmente foram pensados para denunciar os repressores que transitavam livremente pelas ruas, indo buscá-los em suas casas e apontando sua presença nos bairros. Rapidamente esta prática foi conseguindo um efeito inesperado: a condenação social. Os assassinos, a cada vez que eram “escrachados”, sofriam o repúdio dos vizinhos do bairro onde vivem, e muitos tiveram de se mudar.

Hoje em dia, os Argentinos fazem escrache pra protestar contra qualquer coisa. Desde mobilizações sindicais até protestos contra a corrupção ou mobilizações por emprego. Vendo o exemplo argentino fico impressionado como o povo brasileiro está passivo nos ultimos anos, haja visto que a situação do nosso país está muito pior, pelo menos no que diz respeito a ética da "elite" dirigente. Tenho certeza que se essas ovadas tivessem ocorrido na Argentina muitos escraches já estariam sendo planejados (e realizados) pra vingar a humilhação dos atingidos pelos ovos. Abaixo, colei um vídeo do grupo H.I.J.O.S. jogando ovos e tintas na casa de um genocida. H.I.J.O.S. é um movimento composto por filhos e descendentes dos desaparecidos do rgime militar, que se dedicam a perseguir os genocidas impunes através dos escraches.